Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Monti chega a acordo com partidos para formar governo

Novo premiê divulgará os nomes de seus ministros na quarta-feira

Por Da Redação 15 nov 2011, 13h24

O economista e ex-comissário europeu Mario Monti, escolhido o novo primeiro-ministro da Itália, chegou a um acordo com os principais partidos políticos italianos para constituir o próximo Executivo do país. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo secretário da Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores (CISL), Raffaele Bonanni, depois de se reunir em Roma com Monti na última das duas jornadas de consultas realizadas pelo economista italiano com partidos e agentes sociais.

“Monti nos disse que alcançou um acordo com as principais forças políticas para ter uma consistente força parlamentar que o apoie e que em seguida apresentará a lista de ministros”, afirmou Bonanni em entrevista coletiva concedida após se reunir com o ex-comissário.

Na quarta-feira, Monti deve se encontrar com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, para confirmar o acordo e divulgar os nomes dos novos ministros. Após a reunião com Napolitano, será realizada uma cerimônia na qual Monti fará o juramento, e nos próximos dez dias irá ocorrer o voto de confiança do Parlamento. “Gostaria de confirmar minha absoluta serenidade e convicção na capacidade de nosso país superar esta fase difícil”, disse Monti nesta terça-feira.

PDL – A formação do novo governo foi possível nesta terça-feira graças ao apoio do principal partido italiano, o PDL, do ex-premiê Silvio Berlusconi, que renunciou no sábado. “Acreditamos que os esforços do professor Monti estão destinados a dar certo”, disse Angelino Alfano, secretário do partido de centro-direita.

O apoio do PDL é importante porque muitos de seus membros têm resistido ao governo predominantemente tecnocrata que Monti está buscando formar para enfrentar a crise financeira. O novo governo de Monti precisa de amplo apoio parlamentar para implementar as medidas de austeridade exigidas pelos sócios europeus para controlar a crise de dívida italiana.

(Com agência EFE e Reuters)

Continua após a publicidade
Publicidade