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Monstro de Cleveland responderá a 329 novas acusações

Estupro, sequestro e abuso sexual estão entre os crimes cometidos por Ariel Castro, que manteve três mulheres em cativeiro por dez anos

Por Da Redação 7 jun 2013, 21h01

O ex-motorista de ônibus escolar Ariel Castro, de 52 anos, responderá a 329 acusações relacionadas aos crimes cometidos contra três mulheres mantidas em cativeiro por dez anos, em Cleveland, no estado americano de Ohio. A Corte estadual indiciou o monstro de Cleveland por sequestro, estupro e por manter presas Amanda Berry, de 27 anos, Gina DeJesus, de 23, e Michelle Knight, de 32 anos. Ele também responderá por homicídio agravado, por ter engravidado uma das vítimas e depois a forçado a abortar. Michelle disse a policiais ter engravidado ao menos cinco vezes e que sempre foi obrigada a abortar.

O indiciamento cita 139 acusações de estupro, 177 de sequestro e sete de abuso sexual, entre outras. No mês passado, ele recebeu três acusações de estupro e quatro de sequestro, incluindo o da menina Jocelyn, de 6 anos, sua filha com Amanda Berry – a criança nasceu no cativeiro. Castro deverá ser formalmente acusado dos novos crimes na próxima semana, quando também deverá ser nomeado para cuidar do caso. Os advogados de Castro haviam dito que ele “ama profundamente” a filha e alegará inocência.

As novas acusações cobrem apenas metade dos dez anos em que as três jovens foram mantidas reféns. A promotoria vai analisar a possibilidade de pedir uma condenação à pena de morte quando o processo de indiciamento estiver completo. “Os indiciamentos de hoje representam um primeiro passo importante no processo criminal. Nossa investigação continua”, disse o promotor Timothy McGinty, em comunicado.

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As três mulheres, que foram sequestradas entre 2002 e 2004, foram libertadas no mês passado depois que uma delas conseguiu pedir ajuda a vizinhos num momento em que o criminoso não estava em casa. Inicialmente, Castro foi detido junto com seus irmãos Pedro e Onil, que acabaram sendo liberados depois que a polícia não conseguiu nenhuma prova que os ligasse aos crimes. Eles declararam que o irmão deveria “apodrecer na cadeia”.

Castro é mantido em uma cela com vigilância especial, pois a polícia acredita que ele poderá tentar o suicídio se for colocado em uma prisão normal. A cautela foi tomada após a polícia encontrar uma confissão do sequestrador em sua própria residência. No bilhete escrito em 2004, Castro dizia ter se transformado em um “predador sexual” após sofrer abusos dos pais e do tio na infância. A fiança estipulada para o sequestrador é de 8 milhões de dólares.

As vítimas permaneceram algum tempo no hospital e precisarão de longos tratamentos para se recuperar das lesões. Familiares pediram respeito à privacidade das vítimas nesta volta à vida normal.

(Com agência Reuters)

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