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Monstro de Cleveland diz ser inocente de 977 acusações

As acusações cobrem todo o período de aproximadamente dez anos em que Ariel Castro manteve três jovens reféns em sua casa, em Cleveland

O ex-motorista de ônibus escolar Ariel Castro, que manteve três jovens em cativeiro durante aproximadamente uma década em Cleveland, nos Estados Unidos, declarou-se inocente de quase 1 000 acusações nesta quarta-feira. Seus advogados, no entanto, afirmaram que devem tentar um acordo para evitar um julgamento. O monstro de Cleveland, de 53 anos, já havia rejeitado 329 acusações citadas em uma audiência anterior e, nesta quarta, negou outras 648 acusações, incluindo sequestro, estupro, abuso sexual, espancamento e aprisionamento de criança. Ele teve uma filha com Amanda Berry, uma de suas vítimas. As outras são Gina DeJesus e Michelle Knight. Castro também enfrentará duas acusações de homicídio qualificado por ter espancado repetidamente Michelle quando a refém estava grávida, para provocar um aborto. As acusações de homicídio podem resultar em uma condenação à pena de morte.

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Castro manteve a cabeça abaixada e os olhos fechados durante a maior parte do tempo e foi várias vezes advertido pela juíza que presidia a audiência. Ela disse que precisava ter certeza de que ele estava entendendo o que ela dizia. “Estou tentando”, respondeu o acusado em certo momento. A fiança estipulada para Castro foi mantida em oito milhões de dólares. O sequestrador também continua proibido de manter contato com a filha que nasceu no cativeiro – a criança tem hoje 6 anos de idade.

Depois da audiência do mês passado, um de seus advogados, Craig Weintraub, disse a jornalistas que apesar de algumas acusações serem “incontestáveis”, o argumento de inocência era um esforço em busca de um acordo que poderia evitar um julgamento e afastar o risco de uma condenação à pena de morte. O julgamento está marcado para o dia 5 de agosto.

Vítimas – As três reféns de Ariel Castro deram sua primeira entrevista na semana passada, agradecendo o apoio de todos que as ajudaram. Elas também reforçaram o pedido de privacidade para que possam ter uma vida normal. As jovens, que foram sequestradas entre 2002 e 2004, foram libertadas em maio deste ano, depois que Amanda conseguiu pedir ajuda a um vizinho num momento em que o criminoso não estava em casa.

(Com agência Reuters)