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Monsenhor do Vaticano é acusado de lavagem de dinheiro

Nunzio Scarano teria usado contas do Banco do Vaticano para operações ilegais. Ele está em prisão domiciliar e também responde por evasão de divisas

Por Da Redação 21 jan 2014, 08h59

O monsenhor Nunzio Scarano, um ex-contador e funcionário do alto escalão no Vaticano, foi acusado de lavagem de dinheiro nesta terça-feira, disseram autoridades policiais e seu advogado. Scarano já está em prisão domiciliar. Ele também já estava sendo processado por evasão de divisas. A nova acusação se refere à suposta lavagem de dinheiro por meio das contas do clérigo no Banco do Vaticano, informou o advogado Silverio Sica, que defende o monsenhor.

Scarano se encontra em prisão domiciliar em Salerno, sua cidade natal no sul da Itália, próxima ao porto de Nápoles, devido ao processo de evasão de divisas que começou em 3 de dezembro. O monsenhor está sendo julgado pela acusação de conspirar para enviar ilegalmente cerca de 20 milhões de euros da Suíça.

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O comunicado da polícia diz que milhões de euros em “falsas doações feitas por empresas estrangeiras” foram movimentadas por meio das contas de Sacarano no Banco do Vaticano, formalmente conhecido como Instituto para Obras de Religião (IOR).

A polícia disse que Scarano e duas outras pessoas que receberam mandados de prisão nesta terça-feira são suspeitos de lavagem de dinheiro e falso testemunho. O advogado Sica disse que entre os presos está um padre, amigo de Scarano, que está afastado de seu emprego no Vaticano desde o ano passado. O padre não teve a identidade revelada.

(Com agência Reuters)

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