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Monarquias do Golfo se opõem a cúpula árabe pedida pela Síria

Por Amer Hilabi 15 nov 2011, 11h36

As monarquias árabes do Golfo se opõem à realização de uma cúpula árabe, pedida pela Síria, afirmou nesta terça-feira em Riad o chefe do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que reúne estes países.

“O CCG considera que a solicitação para que seja realizada uma cúpula árabe nestas circunstâncias é inútil”, já que os ministros árabes das Relações Exteriores devem se reunir na quarta-feira em Rabat, Marrocos, afirmou em um comunicado Abdelatif Zayani, secretário-geral do grupo regional, que se distanciou da Síria.

O regime sírio havia pedido no domingo a realização de uma cúpula árabe urgente dedicada à crise que sacode o país desde março, no dia seguinte à decisão da Liga Árabe de suspender Damasco.

Mas a decisão de se reunir com urgência deve ser aprovada por pelo menos 15 dos 22 membros da Liga Árabe.

Com isso, as relações entre os seis países do CCG, encabeçado pela Arábia Saudita, com Damasco se deterioraram, principalmente após as violentas manifestações sírias em apoio ao regime do presidente Bashar al-Assad diante das embaixadas da Arábia Saudita e do Qatar em Damasco.

O CCG havia condenado no domingo “essas agressões” contra as duas embaixadas, classificando-as de “violação das convenções internationais”.

Os ataques foram efetuados para protestar contra a decisão da Liga Árabe de suspender a participação da Síria em seus trabalhos.

Os líderes da diplomacia árabe se reunirão na quarta-feira em Rabat para discutir as medidas anunciadas no Cairo visando a punir as autoridades de Damasco, no momento em que a repressão à onda de contestação na Síria registra 3.500 mortos em oito meses, segundo a ONU.

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