Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Missouri convoca Guarda Nacional para prevenir protestos em Ferguson

Júri analisa se policial que matou adolescente negro em agosto vai ser julgado ou não por homicídio

Por Da Redação 17 nov 2014, 20h48

O governo do Estado americano de Missouri decretou situação de emergência na cidade de Ferguson e convocou preventivamente a Guarda Nacional, enquanto a Justiça analisa se o policial que matou um jovem negro em agosto vai ser julgado criminalmente. Segundo o governador Jay Nixon, as tropas vão ajudar a manter a ordem e a paz na cidade.

Em 20 de agosto, um júri composto por 12 pessoas começou a analisar as provas obtidas pela Promotoria do Condado de Saint Louis sobre a morte do jovem Michael Brown, de 18 anos, a fim de determinar se há razão para julgar o policial Darren Wilson. No momento, os jurados estão analisando as evidências do caso. Não há data para a divulgação da decisão, mas a promotoria espera que saia nos próximos dias.

Caso os jurados considerem que existem provas suficientes de que houve crime, Wilson será processado e julgado. Os jurados poderão ainda recomendar acusá-lo por homicídio doloso ou culposo. Mesmo que o júri decida não indiciar Wilson, os problemas do policial não vão ser extintos automaticamente. A Promotoria Estadual do Missouri ou a Promotoria Federal dos EUA ainda podem denunciá-lo por ausações que não dependem da aprovação de um júri. Além disso, a família da vítima pode entrar com um processo de indenização contra Wilson.

Leia também:

Morte de mais um negro ameaça elevar tensões no Missouri

Autópsia mostra que jovem morto no Missouri levou seis tiros

A morte de Brown desencadeou uma série de protestos violentos em Ferguson, aos quais a polícia local também reagiu com violência, o que acabou gerando muitas críticas nos EUA. Muitos ativistas receiam que o júri descarte qualquer tipo de acusação contra o policial. Caso isso ocorra, uma coalizão que reúne mais de 50 organizações planeja convocar protestos em Ferguson – e já se teme que uma nova onda de protestos tome a cidade.

Segundo a polícia, Brown brigou com Wilson dentro de sua própria viatura, arrancando sua arma. Já a família do jovem e outras pessoas afirmam que ele estava desarmado e rendido quando o agente disparou.

Continua após a publicidade
Publicidade