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Missão da ONU na Síria é adiada até quarta-feira

Governo diz que trabalhos foram interrompidos por causa dos rebeldes, e nega acusações de uso de armas químicas

Por Da Redação 27 ago 2013, 08h20

O ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Moualem, anunciou em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira que o governo do país decidiu adiar, por questões de segurança, o segundo dia de visitas da equipe de inspetores das Nações Unidas aos subúrbios de Damasco, onde centenas de civis foram mortos, na semana passada, por um ataque químico. A visita, que ocorreria nesta terça, foi postergada para quarta-feira.

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Caberá à equipe de ONU esclarecer ao mundo se foi de fato gás venenoso o que causou a morte dos civis. A inspeção começou a ocorrer cinco dias depois do ataque, quando o governo Sírio finalmente autorizou os trabalhos. Na segunda-feira, o secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou que houve, sim, uso de armas químicas na Síria. Embora não tenha sido explícito, ele indicou que a administração Obama vá responsabilizar o regime do ditador Assad pela “obscenidade moral” que chocou a consciência do mundo. Kerry também sugeriu que o governo americano está mais perto de agir militarmente em resposta ao ataque, sem deixar claro, no entanto, quando uma ação nesse sentido poderá ocorrer.

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Nesta terça, Moualem rejeitou “completamente” as acusações de Kerry – e voltou a negar que o governo sírio tenha feito uso de armas químicas. Ele também negou que Assad esteja obstruindo o trabalho da equipe da ONU no país. Segundo o chanceler, são os rebeldes que impedem que dificultam o trabalho dos inspetores. Moualem afirma que a visita desta terça foi adiada justamente porque os rebeldes não concordaram com a adoção de medidas adicionais de segurança.

Na segunda-feira, o comboio que levava os inspetores ao local do ataque foi alvejado por tiros, mas ninguém se feriu. Depois de substituir o veículo atingido, os investigadores chegaram a um dos locais onde pessoas foram mortas no ataque da semana passada, informaram ativistas. A equipe visitou dois hospitais, recolheu amostras e entrevistou testemunhas, entre sobreviventes e médicos, antes de voltar para o hotel em Damasco.

Grã-Bretanha – O governo britânico informou nesta terça que as Forças Armadas do país preparam um plano de contingência para uma eventual ação militar na Síria. Um porta-voz do governo, sem dar mais detalhes, afirmou que a Grã-Bretanha poderia adotar uma decisão antes da apresentação dos resultados da missão da ONU. “Nenhuma decisão foi adotada ainda. Continuamos estudando com nossos parceiros internacionais qual deveria ser a resposta adequada, mas, como parte disto, estamos preparando planos de contingência para as forças armadas”, explicou a fonte oficial à agência EFE.

(Com agências Reuters e EFE)

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