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‘Missão cumprida’, diz Netanyahu sobre libertação de Shalit

Premiê israelense comemora volta do soldado que ficou 5 anos refém do Hamas

Por Da Redação - 18 out 2011, 10h09

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou ter cumprido a missão que se fixou ao assumir o cargo há mais de dois anos, devolvendo ao lar o soldado Gilad Shalit, preso desde junho de 2006 e libertado nesta terça-feira pelo Hamas em troca de mais de mil presos palestinos. “Uma das principais missões que encontrei em minha mesa e fixei na agenda do meu coração era trazer de volta nosso soldado capturado são e salvo para casa. Hoje, esse objetivo foi cumprido”, declarou Netanyahu em entrevista na base militar de Tel Nof, no centro de Israel.

Entenda o caso

  1. • Israel libertou 477 presos palestinos que formam o primeiro contingente de um total de 1.027 que serão soltos, conforme acordo de troca fixado com o Hamas.
  2. • Em contrapartida, o grupo palestino soltou o soldado israelense Gilad Shali, que era mantido refém desde junho de 2006.
  3. • Pelo menos 200 prisioneiros palestinos não retornarão a suas casas na Cisjordânia ou Jerusalém Oriental por serem considerados muito perigosos – a maioria cumpre pena perpétua por assassinato.


“Gilad retornou para casa com sua família, para seu povo, para seu país, é um momento sumamente emocionante”, destacou ainda, após revelar que acompanhou Shalit no encontro com seus pais após a aterrissagem do helicóptero que o transportou até a base. “Trouxe o filho de vocês de volta para casa”, disse a eles.

O premiê insistiu na obrigação do governo israelense de conseguir o retorno daqueles soldados que envia ao fronte e justificou a “difícil” decisão de libertar mais de mil presos palestinos ao expressar que os pesos pesados do Hamas continuarão na prisão.

Criminosos – Além disso, Netanyahu frisou que tentou garantir que a maior parte dos libertados hoje, considerados perigosos para a segurança do país, fossem deportados para fora de seus lugares de origem e louvou os esforços de mediação do Egito nos últimos meses. Também disse estar consciente da dor das famílias de vítimas do terrorismo que viram os responsáveis pelos ataques nos quais morreram seus parentes ficarem em liberdade hoje.

Em sua defesa, o premiê voltou a argumentar que “era o melhor acordo a que podíamos chegar” e, da mesma forma que o fez na semana passada, manifestou que não havia certeza que no futuro as condições para a libertação de Shalit não pudessem mudar. O soldado deixa a base militar acompanhado de familiares nesta tarde em um helicóptero, que o levará a seu destino final, sua casa em Mitzpe Hilá, no norte de Israel.

Israel libertou 477 presos palestinos que formam a primeira leva de um total de mais de mil de prisioneiros em virtude de um acordo de troca estipulado há uma semana com o movimento islamita Hamas, através do qual Shalit recuperou sua liberdade.

(Com agência EFE)

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