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Ministro de Relações Exteriores francês defende reconciliação no Mali

Em visita a Bamako, Laurent Fabius insistiu na importância de realizar eleições

Por Da Redação 5 abr 2013, 20h39

O ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, pediu nesta sexta-feira que o governo do Mali dê início ao processo de reconciliação e propôs ao país e à ONU a permanência indeterminada de 1.000 soldados como uma força de apoio na luta contra terroristas. Segundo Fabius, restaurar a segurança no país é essencial, mas também é indispensável restaurar o diálogo democrático. Ele também para defender a realização de eleições em julho. O ministro encerrou sua visita a Bamako, a capital do país, onde se reuniu com o primeiro-ministro maliano Diango Cissoko.

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No encontro com o chanceler, Cissoko reafirmou a vontade do país de organizar as eleições para julho. “Esperamos que as condições serão rapidamente reunidas para nos permitir organizar essas eleições e realiza-las até 31 de julho. É uma aposta, mas também um compromisso forte do governo maliano”.

O ministro maliano da Administração do Território, Moussa Sinko Coulibaly, também reafirmou que o calendário eleitoral será respeitado. E prometeu encontrar uma solução que possibilite a volta de mais de 400.000 mil cidadãos refugiados devido à insegurança no país.

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Intervenção – O presidente da França, François Hollande, resolveu intervir no Mali em janeiro deste ano, para evitar que o país caísse nas mãos de terroristas islâmicos, tuaregues provenientes da Líbia e mercenários de variados matizes. Os grupos já haviam tomado conta do norte do país, aproveitando o vácuo de poder após um golpe de estado, no ano passado. O governo francês enviou 4.000 soldados para o país, mas os confrontos continuam no norte.

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No mês passado, a França anunciou que retiraria suas tropas do Mali a partir de abril, abrindo espaço para uma operação de manutenção da paz da ONU com 11.000 soldados. O projeto está em discussão e deve ser aprovado no final deste mês. Atualmente, países africanos têm aproximadamente 6.300 soldados no Mali.

Uma missão da União Europeia foi enviada este mês para treinar soldados malianos a manter a segurança, informou a rede BBC. Espera-se que o primeiro batalhão treinado entre em ação em julho.

(Com agência AFP)

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