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Ministro: Chávez tem quadro estável e assimila tratamento

Ernesto Villegas, da Comunicação, leu comunicado em cadeia de rádio e TV

Por Da Redação - 8 jan 2013, 00h32

O ministro da Comunicação venezuelano, Ernesto Villegas, afirmou na noite desta segunda-feira, em cadeia de rádio e televisão, que Hugo Chávez se encontra em “situação estável” em relação à insuficiência respiratória que sofre devido a uma severa infecção pulmonar e está “assimilando o tratamento” a que é submetido.

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“O presidente se encontra em uma situação estável com relação à descrita no mais recente boletim, quando se informou sobre a insuficiência respiratória que enfrenta o comandante Chávez”, disse Villegas, que ainda assegurou que “o tratamento vem sendo aplicado de forma permanente e rigorosa e o paciente o está assimilando”.

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No breve comunicado oficial lido pelo ministro, ele voltou a falar que a infecção pulmonar foi “sobrevinda no curso do pós-operatório”. Na última quinta-feira, o próprio Villegas admitiu que Chávez, reeleito no pleito de outubro passado, sofria uma insuficiência respiratória por causa de uma “severa” infecção pulmonar depois de passar por sua quarta e “complicada” operação por conta de um câncer na região pélvica – a cirurgia foi realizada em 11 de dezembro em Cuba, onde Hugo Chávez permanece há quase um mês.

“O Governo bolivariano mantém contato permanente com a equipe médica que atende o comandante Chávez, assim como com os familiares que o acompanham”, afirmou o ministro, que reiterou o “compromisso” do Executivo de “manter informado o povo venezuelano sobre a saúde” do coronel, no poder desde 1999.

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Faltando dois dias para a data marcada para Chávez assumir o mandato do período 2013-2019, o governo chegou nesta segunda-feira até mesmo a não descartar sua presença em Caracas para o ato, que deveria ocorrer em 10 de janeiro.

No entanto, os chavistas defendem que, se o presidente não puder estar presente nesta quinta-feira, Chávez irá jurar o cargo quando for possível. A oposição, por sua vez, interpreta a Constituição de forma diferente e defende a necessidade de designar um novo Executivo liderado pelo presidente do Parlamento, Diosdado Cabello – que convocou uma mobilização em Caracas em apoio a Chávez para o dia marcado para posse.

(Com agência EFE)

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