Minarete de famosa mesquita síria é destruída em combate

Unesco havia pedido proteção a Umayyad, um patrimônio da humanidade

Por Da Redação - 24 abr 2013, 13h20

A minarete de uma das mais famosas mesquitas da Síria foi destruída durante confrontos na cidade de Alepo, informou nesta quarta-feira a rede BBC. A mesquita Umayyad, considerada patrimônio da humanidade pela Unesco, estava nas mãos dos rebeldes no começo deste ano, mas a área ainda está sob disputa.

Entenda o caso

  1. • Durante a onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o governo do ditador Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes enfrentam forte repressão pelas forças de segurança. O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos no país, de acordo com levantamentos feitos pela ONU.
  3. • Em junho de 2012, o chefe das forças de paz das Nações Unidas, Herve Ladsous, afirmou pela primeira vez que o conflito na Síria já configurava uma guerra civil.
  4. • Dois meses depois, Kofi Annan, mediador internacional para a Síria, renunciou à missão por não ter obtido sucesso no cargo. Ele foi sucedido por Lakhdar Brahimi, que também não tem conseguido avanços.

A agência estatal de notícias Sana acusou os rebeldes de explodir a minarete do século XXI, mas ativistas falaram que a mesquita foi atingida por um tanque do Exército sírio.

Em outubro do ano passado, a Unesco pediu a proteção da área, descritas como ‘uma das mais bonitas mesquitas do mundo muçulmano’. Imagens divulgadas na internet mostram a minarete reduzida a escombros. Outras partes da mesquita também foram destruídas.

Publicidade

A mesquite já havia sofrido sérios danos durante meses de confrontos em uma das cidades mais importantes – e disputadas – da Síria. Além da destruição, artefatos antigos foram roubados.

Na mesma cidade, Alepo, dois bispos da Igreja Ortodoxa foram sequestrados na segunda-feira e permanecem desaparecidos até agora. O papa Francisco pediu o fim do banho de sangue na Síria e voltou a pedir a libertação dos dois bispos ortodoxos sequestrados no país, durante a audiência geral na praça de São Pedro.

Publicidade