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Militares iranianos são punidos pelos EUA por violação de direitos humanos

Por Da Redação 13 dez 2011, 14h31

Washington, 13 dez (EFE).- O Governo dos Estados Unidos anunciou sanções nesta terça-feira contra Hassan Firouzabadi, chefe do Estado-Maior Conjunto do Irã, e Abdollah Araqi, subcomandante das tropas terrestres da Guarda Revolucionária Iraniana, por seu suposto envolvimento em ‘graves abusos’ dos direitos humanos.

‘O povo iraniano sofreu extremamente nas mãos de funcionários que, em vez de proteger seus direitos básicos, ordenaram e orquestraram graves abusos com o objetivo de silenciar as críticas e castigar a dissensão’, disse Adam J. Szubin, diretor do Escritório para Controle de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro em comunicado.

Para demonstrar o apoio dos EUA à luta do povo iraniano com a justiça e a prestação de contas, ‘estamos adotando mais ações para expor a participação de funcionários iranianos de alta categoria em graves abusos aos direitos humanos’, acrescentou Szubin.

Segundo o Departamento do Tesouro, desde as eleições presidenciais de junho de 2009 – nas quais foi reeleito Mahmoud Ahmadinejad em meio a denúncias de fraude da oposição -, tanto a Guarda Revolucionária Iraniana como a milícia islâmica Basij foram responsáveis por graves violações aos direitos humanos.

Estas violações, segundo o Governo de EUA, incluíram a repressão violenta de manifestantes e maus-tratos de presos políticos.

O objetivo das sanções anunciadas hoje é obrigar ao Governo iraniano a assumir responsabilidade em relação à proteção dos direitos humanos, tal como estipulam suas leis e as convenções internacionais, explicou Michael Posner, subsecretário de Estado para a Democracia e Direitos Humanos.

Como resultado da decisão de hoje, os americanos estão proibidos de realizarem transações com Firouzabadi e Araqi e as autoridades podem congelar os bens que estes possuam em qualquer lugar sob jurisdição dos EUA.

Ambos funcionários também estão sujeitos a sanções de vistos por parte do Departamento de Estado, finalizou o comunicado. EFE

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