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Militantes do movimento ‘Ocupa’ protestam em frente ao Congresso dos EUA

Washington, 17 jan (EFE).- Os militantes do movimento ‘Ocupa’ se reuniram na manhã desta terça-feira em frente ao Congresso dos Estados Unidos para denunciar o que os ativistas consideram de ‘Governo ilegítimo’ que não atende as necessidades da população.

Como contou à Agência Efe a porta-voz Liesbeth Rapp, a ‘ocupação do Congresso’ é parte da campanha iniciada em Nova York como ‘Ocupa Wall Street’ e que se multiplicou em acampamentos e manifestações em centenas de cidades.

‘A mensagem principal da mobilização desta terça-feira é mostrar que temos um Governo submisso aos interesses de Wall Street’, acrescentou Liesbeth, quem admitiu que em uma manhã fria e chuvosa talvez apenas ‘algumas centenas’ de pessoas participem do protesto.

A manifestação desta terça inclui cursos de ‘instrução para voluntários sobre como se comportar em situações de conflito’, um treinamento que pretende ensinar aos participantes de protestos a manterem o controle e ajudarem a acalmar os demais quando houver confrontos com a Polícia.

Também haverá aulas sobre a chamada ‘observação legal’ – a documentação com vídeos do comportamento policial -, primeiros socorros e ‘ação direta’, que consiste em atividades de resistência passiva durante a ocupação de espaços públicos.

‘Estamos criando um Governo do povo’, declarou Liesbeth, quem antecipou que dentro do ‘movimento’ não há por enquanto uma tendência clara de apoio a candidatos ou partidos políticos no sistema eleitoral dos EUA.

‘Não podemos ter candidatos, tudo e todos são controlados pelo dinheiro’, continuou. ‘Percebemos que o trabalho com as pessoas nas ruas é extremamente poderoso’.

‘O povo se reúne, conversa abertamente e se dá conta que não é impotente’, indicou a ativista, que disse que o maior impacto do movimento ‘Ocupa’ foi colocar em primeiro plano os assuntos que ‘realmente preocupam os cidadãos’.

‘As pesquisas mostram que o problema número um é a desigualdade de renda e isso não era assim há cinco meses, um ano’, afirmou Liesbeth. ‘O ‘Ocupa’ chamou a atenção para o problema real e o assunto está agora no centro do debate político’, acrescentou. EFE