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Militantes do Hezbollah atacam manifestantes no Líbano

Em um país à beira do colapso econômico, a revolta popular sem precedentes exige a demissão dos líderes políticos

Por AFP - 26 nov 2019, 01h49

Beirute, a capital do Líbano registrou, na noite desta segunda-feira 25, ataques de militantes dos grupos xiitas Hezbollah e Amal a manifestantes contrários ao governo.

Os militantes dos dois grupos se aproximaram de motocicleta da Praça dos Mártires, epicentro dos protestos em Beirute, exibindo cartazes de Nabih Berri (líder do Amal) e atirando pedras nas barracas dos manifestantes. Mais tarde, ocorreram disparos no bairro de Cola, durante a passagem de um comboio de motos, informou a TV libanesa.

As forças de segurança fecharam o tráfego na região, segundo a agência de notícias nacional ANI. Em outro bairro, o Exército agiu para separar os militantes dos dois partidos xiitas e do Movimento do Futuro, do premiê demissionário Saad Hariri.

No subúrbio sul de Beirute, centenas de partidários do Hezbollah e do Amal protestaram para denunciar um acidente ocorrido pela manhã, quando um casal morreu em um carro que teria colidido em uma barreira instalada por manifestantes.

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Os manifestantes negam sua responsabilidade no acidente e publicaram nas redes sociais um mapa com as posições de suas barricadas.

Em Tiro, cidade do sul e bastião do Hezbollah e do Amal, os militantes atearam fogo em barracas dosmanifestantes em uma praça, revelaram as TVs locais.

Em um país à beira do colapso econômico, a revolta popular sem precedentes exige a demissão dos líderes políticos, chamados de corruptos e incompetentes.

Desde seu início, no dia 17 de outubro, a onda de protestos é motivo de confrontos entre os manifestantes e os militantes do Amal e do Hezbollah.

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