Clique e assine a partir de 9,90/mês

Milionário que popularizou shoppings centers morre aos 91 anos

Alfred Taubman abriu seus primeiros grandes estabelecimentos nas décadas de 1950 e 1960, no interior dos Estados Unidos

Por Da Redação - 18 abr 2015, 17h42

Alfred Taubman, um milionário corretor imobiliário americano conhecido por popularizar os shoppings centers que se transformaram em um pilar da cultura de consumo em todo o mundo, morreu aos 91 anos, vítima de um ataque cardíaco nesta sexta-feira. Segundo a revista Forbes, sua fortuna líquida era de 3,1 bilhões de dólares.

Leia também:

Multidão comparece à inauguração da primeira loja da Apple em SP

‘Boom’ de shoppings vai reduzir pressão sobre o valor de aluguel de lojas

Continua após a publicidade

Nascido em 1924 em Michigan, Taubman aproveitou o crescimento econômico posterior à II Guerra Mundial para lançar sua primeira companhia imobiliária em 1950 e, em seguida, começou a pensar em como satisfazer as necessidades dos consumidores que viviam nos subúrbios emergentes das grandes cidades.

“Olhei para o número de pessoas que se mudavam para os subúrbios, e me dei conta de que não podíamos falhar. E não falhamos”, disse Taubman em 2007 à rede de televisão CNN. Seu primeiro centro comercial foi erguido em Flint, no estado do Michigan, onde inovou ao colocar as lojas ao fundo da área disponível e encher a frente de vagas para automóveis.

O sucesso desse modelo levou à construção dos primeiros grandes shoppings centers nas décadas de 1950 e 1960 em vários Estados do país. A empresa Taubman Centers, que faz parte da companhia que Taubman fundou em 1950 e que agora é dirigida por seus filhos Robert e William, administra atualmente 19 shoppings em todo os Estados Unidos.

No final de março, o próprio Taubman acompanhou a inauguração em Porto Rico do “Mall of San Juan”, projetado por sua companhia e que pretende ser o maior centro comercial de luxo do Caribe.

Continua após a publicidade

Prisão – Taubman também foi presidente da casa de leilões Sotheby’s entre 1983 e 2000, e ficou preso durante alguns meses em 2002 por conspirar para regular preços e roubar ao cerca de 400 milhões de dólares de seus clientes. Ele pagou uma multa de 7,5 milhões de dólares e passou nove meses na prisão, embora sempre tenha alegado inocência.

O falecido magnata foi também conhecido por suas doações a um projeto de pesquisa sobre células-tronco na Universidade de Michigan, além da outros centros de educação superior e ao Instituto de Arte de Detroit.

(com agência EFE)

Publicidade