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Milicianos do Al Shabab ocupam escritórios do Unicef em aldeia da Somália

Genebra, 29 nov (EFE).- Membros do grupo armado Al Shabab continuam nesta terça-feira com a ocupação das instalações do Unicef em uma localidade do centro da Somália, provocando consequências negativas na assistência que o órgão presta às crianças da região.

‘Nossos escritórios e armazéns continuam ocupados e estamos avaliando o impacto dessa situação em nossas operações humanitárias’, declarou nesta terça-feira a porta-voz do Unicef em Genebra, Marixie Mercado.

Os rebeldes do grupo somali Al Shabab atacaram na segunda-feira os escritórios do Unicef e da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre outras entidades humanitárias, na localidade de Baidoa, no centro da Somália

Como consequência imediata da ocupação, 15 crianças que têm a forma mais severa de desnutrição e complicações associadas tiveram de receber alta, na segunda-feira, de um centro nutricional especializado para estabilizar os casos mais graves.

‘São crianças com grave risco de morrer e qualquer interrupção do tratamento aumenta consideravelmente essa ameaça’, explicou a porta-voz.

Marixie afirmou que qualquer interrupção ou demora nas operações no centro e no sul da Somália representa um grande risco para as crianças e que o Unicef está extremamente preocupado e estudando a situação com muito cuidado.

Sobre o paradeiro dos funcionários que estavam nos escritórios do Unicef quando foram atacados, Marixie evitou fornecer detalhes ‘por motivos de segurança’.

Já o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, deu detalhes nesta terça-feira da invasão de homens armados nas instalações dessa agência das Nações Unidas também em Baidoa. Os escritórios foram saqueados e todo o material médico que estava no local roubado, mas os funcionários conseguiram fugir e estão salvos, indicou.

Marixie informou que, até o momento, as organizações nacionais e internacionais que oferecem atendimento médico na região ‘têm reservas suficiente para continuarem com seus serviços’.

No entanto, a OMS é o principal fornecedor de remédios e material médico e poderá sofrer ‘cortes se o acesso não for restabelecido em breve’.

Jasarevic informou que a organização continua trabalhando normalmente em outras regiões do país.

O Al Shabab divulgou na segunda-feira uma lista de 16 organizações de ajuda humanitária, entre elas o Unicef, proibidas de trabalhar na Somália.

is/mj-dm