Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Milhares fogem enquanto furacão Iota se aproxima da Nicarágua

A tempestade atigirá o solo com ventos de até 260 km/hr, causando inundações e desmoronamentos em áreas de risco

Por Da Redação 16 nov 2020, 14h32

O furacão Iota ganhou velocidade nesta segunda-feira, 16, e chegou à categoria máxima da escala que mede esse fenômeno ao se aproximar da Nicarágua. Com ventos de até 260 km/h, Iota é a segunda tempestade em menos de duas semanas a atingir o país, forçando o deslocamento de ao menos 170.000 pessoas.

Atualmente, o Iota se encontra entre Honduras e Nicarágua, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos. Na mesma região há duas semanas, outro furacão, o Eta, ganhou força até atingir a categoria 4 e avançar sobre a América Central, onde deixou um rastro de destruição e cerca de 200 mortos.

O diretor do Sistema Nacional de Prevenção, Mitigação e Atenção a Desastres (Sinapred) da Nicarágua, Guillermo González, informou que são esperados enchentes e deslizamentos de terra no Caribe Norte e nos departamentos de Chinandega, principalmente nos arredores do Vulcão Casitas, onde o furacão Mitch em 1998 matou milhares de pessoas após um deslizamento de terra.

Retiradas preventivas de moradores foram realizadas em 10 dos 18 departamentos do país, inclusive em bairros próximos aos rios de Tegucigalpa, a cidade mais vulnerável devido às favelas em morros sujeitas a deslizamentos.

Segundo o NHC, Iota continuará com ventos acima dos 260 km/h até chegar na Nicarágua ainda nesta segunda-feira. O centro alerta para “chuvas fortes, inundações repentinas e inundações de rios” na região que será afetada.

A retirada em massa das comunidades nicaraguenses de Karatá, Wonta, Wawabar, atingidas pelo Eta, saturou os abrigos, que no domingo 15 receberam ainda mais pessoas devido à ameaça de Iota, disse Eufemia Hernández, coordenadora de um dos abrigos na Universidade de Uraccan.

Com o Iota, são 30 tempestades tropicais que se formaram no Atlântico em 2020, um recorde. Em 2005 foram 27 furacões. Os cientistas, por sua vez, começaram a usar o alfabeto alfanumérico para nomear as tempestades, uma vez que a lista de nomes já havia sido totalmente usada.

Continua após a publicidade
Publicidade