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Milhares acompanham cortejo fúnebre de Chávez

Apoiadores pedem que coronel seja enterrado com Bolívar. Suntuoso mausoléu foi construído no centro de Caracas, em 2011, a pedido do ditador

Por Da Redação - 6 mar 2013, 14h29

O cortejo fúnebre de Hugo Chávez é acompanhado por milhares de apoiadores que pedem que o coronel seja enterrado junto com Simón Bolívar, no Panteão Nacional, no centro da capital. “Chávez no Panteão, junto com Simón”, foi o grito ouvido na saída do Hospital Militar.

O ministro da Defesa, Diego Alfredo Molero Bellavia, também destacou que a Força Armada Nacional deseja que Chávez seja enterrado no Panteão. Em mais uma demonstração de que os militares vão seguir a cartilha deixada pelo caudilho, disse ainda que se considera um “apóstolo” de Chávez. “Todos somos apóstolos de Chávez”.

Declarações como a do ministro demonstram que os governistas estão inclinados a defender as bandeiras do chavismo. E também a transformar o funeral em um grande evento de propaganda para influenciar as próximas eleições presidenciais. A ida de Chávez para o Panteão já teria uma simbologia de campanha.

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O suntuoso mausoléu com 50 metros de altura e revestido de cerâmica branca foi construído em 2011 por ordem do caudilho – exatamente o ano em que o câncer foi diagnosticado. O local deveria abrigar os restos do herói da independência e agora poderá receber os de Chávez. O enterro está marcado para sexta-feira e oficialmente ainda não há informações sobre onde o mandatário será enterrado.

Velório – Por volta das 11h desta quarta-feira (pelo horário local), o caixão coberto com a bandeira da Venezuela deixou o Hospital Militar de Caracas rumo a Academia Militar, também na capital, onde Chávez será velado até o final desta semana.

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O vermelho, cor que identifica o chavismo, e o verde militar predominaram nas ruas lotadas por apoiadores do coronel. A despedida começou às 8h desta quarta com uma salva de tiros de canhão em todos os destacamentos militares do país. E um tiro de canhão deverá ser dado a cada hora, até a próxima sexta.

Evo Morales, presidente da Bolívia, Cristina Kirchner, da Argentina, e José Mujica, do Uruguai, viajaram a Caracas para acompanhar o funeral. À frente do cortejo e vestindo uma jaqueta com as cores da bandeira, o vice-presidente Nicolás Maduro acompanhava o cortejo. Ele deverá ser o candidato do governo às eleições, previstas para serem realizadas em 30 dias.

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