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Mianmar anuncia anistia para mais de 6 mil presos

Anúncio faz parte de processo de 'democratização disciplinada' do país asiático

Por Da Redação 11 out 2011, 06h01

A emissora de televisão estatal de Mianmar anunciou nesta terça-feira uma anistia para 6.359 detentos, sem esclarecer quantos deles fazem parte dos cerca de dois mil presos políticos que há no país.

O anúncio acontece horas depois de a comissão para os direitos humanos, criada recentemente pelo governo, ter solicitado por escrito ao presidente do país, o ex-general Thein Sein, uma anistia para os “presos de consciência”.

Grupos defensores dos direitos humanos calculam que nas prisões birmanesas há cerca de dois mil presos políticos, cuja libertação é considerada pelos Estados Unidos e a União Europeia como uma condição prévia antes de estudar o levantamento das sanções impostas ao país asiático.

A medida é a mais importante de uma série de gestos de abertura que o gGoverno produziu desde que a Junta Militar que governava o país se dissolveu e entregou o poder a um Executivo formado majoritariamente por ex-militares. “A libertação destas pessoas, presas por violar leis vigentes mas que não representam uma ameaça para a estabilidade do Estado e o interesse nacional, permitiria sua participação nas tarefas de reconstrução nacional”, indicava a carta assinada pelo presidente da citada comissão, Win Mya.

Depois de quase 40 anos governada por generais, Mianmar empreende uma transformação rumo a uma “democracia disciplinada”, que começou com a aprovação de uma Constituição em 2008 e prosseguiu com a realização de controversas eleições em 2010.

A oposição democrática, liderada pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, boicotou o plebiscito constitucional e as eleições por considerar que ambos foram organizados de forma antidemocrática, mas nos últimos meses abriu um diálogo promissor com as autoridades.

(com Agência EFE)

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