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Merkel pede mais restrições para controlar Covid-19 na Alemanha

Na última semana, país contabilizou média diária de cerca de 20.000 novos casos e 400 mortes

Por Da Redação 9 dez 2020, 17h07

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, admitiu nesta quarta-feira, 9, que as medidas de restrição de movimento em vigor no país não são suficientes para reduzir o número de mortes e contágios pela Covid-19.

“Estamos em uma fase decisiva, talvez a mais decisiva, da luta contra a pandemia”, disse Merkel ao Parlamento alemão nesta quarta-feira.

“Há muito contato” entre as pessoas, afirmou a chanceler, que considerou “apropriadas” as propostas de um grupo de especialistas que defende o fechamento entre o Natal e meados de janeiro de todos os estabelecimentos não alimentícios e também das escolas.

Até o momento, em quase toda a Alemanha, estão fechados restaurantes, bares, estabelecimentos de lazer e de práticas esportivas. Além disso, os hotéis estão fechados aos turistas. Em contrapartida, escolas e lojas que vendem produtos ou serviços não-essenciais estão abertas.

“Lamento muito, mas pagar um preço diário de 590 mortes, do meu ponto de vista, não é algo aceitável”, acrescentou Merkel em referência ao número recorde de mortos registrados nas 24 horas anteriores pelo centro de controle epidemiológico da Alemanha, o Instituto Robert Koch. 

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Até então, o recorde de mortes por Covid-19 no país, que havia sido estabelecido na semana passada, não chegava às 490 mortes. Estimativas do jornal americano The New York Times apontam que, na média dos últimos sete dias, 400 alemães morreram por Covid-19 diariamente.

  • Quanto às contaminações, segundo o Times, a Alemanha contabilizou cerca de 20.000 novos casos de Covid-19 por dia na última semana. São mais de 20 infecções diárias por 100.000 habitantes.

    Ao todo, o país soma mais de 1,2 milhão de casos, incluindo 20.002 mortes.

    A chanceler, porém, não é capaz de implementar por conta própria uma quarentena em dimensão nacional. Como a Alemanha é uma república federativa, assim como o Brasil e os Estados Unidos, o governo federal não pode impor nem suspender medidas tão impactantes quanto uma quarentena sem o apoio dos governos estaduais.

    (Com AFP)

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