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Merkel e Putin têm ‘sérias divergências’ sobre a Ucrânia

O presidente russo afirmou que a reunião foi 'muito boa', mas a imprensa alemã reportou que os chefes de Estado discordaram em vários pontos sobre a crise

Por Da Redação 17 out 2014, 08h11

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, continuaram tendo “sérias divergências” sobre a origem da crise na Ucrânia e sobre as causas primárias dos conflitos que ocorrem no país após terem se reunido nesta quinta-feira, reporta a imprensa alemã nesta sexta-feira. O encontro ocorreu ontem à noite, em Milão, após uma reunião anterior ter sido cancelada por problemas na agenda de ambos os chefes de Estado. Merkel e Putin estão na cidade para participarem de uma cúpula de líderes europeus e asiáticos.

Após a reunião, que durou duas horas e meia, Putin afirmou que havia tido uma discussão “muito boa” com a chanceler alemã, sem fornecer mais detalhes. Posteriormente, a imprensa informou que os líderes falaram detalhadamente sobre a disputa que envolve o fornecimento de gás natural russo à Ucrânia, mas mantiveram a discordância sobre a turbulência recente no leste europeu. Já um porta-voz de Merkel disse que os dois discutiram “vários aspectos da até agora insuficiente implementação de um acordo de cessar-fogo” fechado no mês passado em Minsk, capital da Bielorrússia. Segundo a imprensa, Merkel pressionou Putin para pacificar o leste ucraniano, mas o presidente russo deu respostas evasivas e desinteressadas.

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Putin também se encontrou com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, à margem da reunião de cúpula na Itália. Ambas as assessorias não divulgaram o conteúdo da conversa entre os dois presidentes. Antes de encontra-se com Putin, Poroshenko declarou que esperava apenas uma coisa: “a paz e a estabilidade na Ucrânia”, disse à imprensa.

O anfitrião do encontro em Milão, o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, disse nesta sexta que líderes europeus discutiram a crise da Ucrânia e enfatizaram a “necessidade urgente” de fazer valer o pacto de cessar-fogo. “Ainda há muitas diferenças, mas existe o desejo de se encontrar uma solução e, por esse motivo, podemos ser otimistas”, disse Renzi. Segundo o premiê, foi discutida uma proposta para controlar as fronteiras da Ucrânia com aeronaves não tripuladas (drones) e recursos tecnológicos, como imagens de satélites e radares.

Além de Renzi, Merkel, Putin e Poroshenko, entre os líderes europeus, estiveram presentes na reunião o presidente da França, François Hollande, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, entre outras autoridades.

(Com Estadão Conteúdo)

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