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Merkel diz que ‘terrorismo islâmico’ é maior desafio da Alemanha

A caminho da eleição de 2017, Merkel vê sua permanência no poder ameaçada

Por Da redação - Atualizado em 31 dez 2016, 13h09 - Publicado em 31 dez 2016, 12h57

A chanceler alemã Angela Merkel afirmou neste sábado que o “terrorismo islâmico” é o maior desafio da Alemanha. Em discurso antes das comemorações do Ano Novo, ela também prometeu a aprovação de leis que melhorem a segurança do país após o ataque ocorrido em Berlim dias antes do Natal.

Merkel, que tentará ser eleita para o cargo pela quarta vez consecutiva em 2017, descreveu 2016 como um ano que deu a muitos a impressão de que o mundo “virou de cabeça para baixo”. A chanceler pediu que os alemães derrotem o populismo, e afirmou que a nação deve ter liderança no encaminhamento de soluções para os desafios da União Europeia.

“Muitos ligam 2016 ao sentimento de que o mundo virou de cabeça para baixo, ou que coisas que sempre foram tidas como avanços agora são questionadas. A União Europeia é um exemplo”, disse. “Ou também posso citar a democracia parlamentar, que, de acordo com alguns, não estaria atendendo aos interesses dos cidadãos, mas apenas de alguns poucos. Que distorção!”, acrescentou a chanceler, em uma referência velada ao partido de extrema-direita Alternativa Para a Alemanha (AfD), que está roubando votos de sua legenda.

Atualmente, as pesquisas apontam que o bloco conservador que Merkel lidera tem boa vantagem sobre os rivais, mas o cenário eleitoral mais fracionado pode complicar a aritmética que mantém a coalizão no poder. “Ano eleitoral de 2017: para Merkel, nada é certo”, diz a manchete do diário popular Bild.

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Em seu discurso, Merkel comparou o Brexit a uma “profunda ruptura” e afirmou que, embora a UE esteja “lenta e difícil”, seus Estados-membro deveriam se concentrar nos interesses em comum, que transcenderiam os nacionais. “E, sim, a Europa deve se concentrar naquilo que pode ser realmente melhor do que um Estado nacional”, afirmou. “Mas nós, alemães, não devemos nunca nos deixar convencer que as nações terão um melhor futuro se for cada uma por si.”

(Com agência Reuters)

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