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Merkel anuncia busca de candidato de consenso para suceder Wulff

Berlim, 17 fev (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou nesta sexta-feira que os partidos da coalizão governamental buscarão com a oposição social-democrata e verde um candidato de consenso para a sucessão de Christian Wulff na Presidência da Alemanha.

Em uma declaração institucional concedida pouco depois da renúncia de Wulff, Merkel afirmou que havia recebido a notícia ‘com grande respeito’ e ‘pesar’, e ressaltou que o presidente demissionário e sua esposa Bettina representaram a Alemanha ‘com dignidade’.

Merkel também se referiu aos esforços feitos por Wulff para despertar consciência sobre a importância da integração dos imigrantes, o que, para a chanceler, faz parte do legado do presidente demissionário.

‘Christian Wulff nos deu incentivos importantes e deixou claro que a força deste país está em sua diversidade’, disse Merkel referindo-se à prioridade dada ao tema da integração dos imigrantes durante seu mandato.

Merkel também mencionou o pedido feito na quinta pela Promotoria de Hannover ao Bundestag, o Parlamento federal, para que suspenda a imunidade de Wulff, o que precipitou sua renúncia.

Nesse sentido, destacou que ‘um dos fortes do estado de direito é tratar todos por igual, não importa o cargo que ocupe’.

Diante dessa situação, disse Merkel, Wulff chegou à conclusão que não podia desempenhar devidamente seu cargo, visto que parte da população tinha perdido a confiança nele.

‘Christian Wulff deu prioridade ao respeito que seu cargo merece sobre a convicção de ter agido corretamente. Isso é algo que merece expressamente o meu respeito’, afirmou Merkel.

As últimas acusações contra Wulff tiveram origem em sua etapa como governador da Baixa Saxônia, por suas relações com o produtor cinematográfico David Groenewold, que também é investigado.

Em 2007, Groenewold e Wulff passaram férias juntos na exclusiva ilha alemã de Sylt, que foram pagas pelo primeiro, embora o presidente tenha garantido que ressarciu aquele que qualificou como ‘amigo pessoal’.

As férias aconteceram um ano depois que o governo da Baixa Saxônia, presidido por Wulff, aprovou a concessão de um milhão de euros a uma empresa de Groenewold.

A crescente polêmica por supostos casos de ‘amizade’ de Wulff explodiu em 13 de dezembro. Na ocasião, o jornal ‘Bild’ publicou que, quando era primeiro-ministro regional, havia aceitado um crédito privado de meio milhão de euros com condições bastante vantajosas de empresários amigos para adquirir uma casa..EFE

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