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Mercosul mantém suspensão imposta ao Paraguai

Assunto foi tratado em reunião de ministros dos países que integram o bloco. Evento em Brasília não deverá contar com a presença de Hugo Chávez

Por Da Redação - 6 dez 2012, 17h11

Os ministros das Relações Exteriores dos países que integram o Mercosul se reuniram nesta quinta-feira e decidiram manter a suspensão imposta ao Paraguai. Com isso, o bloco segue a decisão tomada pela União de Nações Sul-americanas (Unasul) na semana passada. O encontro de cúpula do Mercosul está marcado para sexta-feira, provavelmente sem a presença do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O que os chanceleres discutiram nesta quinta foi a decisão tomada em junho. “Não há alteração da suspensão”, disse o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, acrescentando que os ministros vão “continuar examinando e acompanhando” a situação no país vizinho.

O Paraguai foi suspenso dos dois blocos no final de junho, sob o argumento de que o impeachment de Fernando Lugo correspondeu a uma ‘ruptura’ da ordem democrática no país. Com a suspensão, abriu-se caminho para a entrada da Venezuela – apenas o Paraguai era contra.

Apesar de rápido (durou apenas dois dias), o processo de impeachment respeitou a Constituição do país, que vive uma democracia plena. A admissão da Venezuela, no entanto, ocorreu sem que fossem contestados os traços semiditatoriais do governo de Hugo Chávez.

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O Paraguai terá novas eleições presidenciais em abril do ano que vem. Unasul e Mercosul querem enviar observadores para acompanhar o processo eleitoral, mas o presidente Federico Franco não parece disposto a permitir esse acompanhamento. Franco qualifica as suspensões como uma “cruzada de perseguição” que procura “coagir” o país e “restringir o pleno exercício de seus direitos soberanos”.

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Venezuela – O encontro em Brasília também analisa o processo de adaptação da Venezuela às normas do Mercosul. Hugo Chávez não deverá participar da cúpula. Apesar de o cancelamento de sua participação no evento não ter sido confirmado oficialmente, fontes do Itaramaty informaram que ele não viajará ao Brasil. O país deverá ser representado pelo vice de Chávez, o chanceler Nicolás Maduro.

Chávez viajou a Cuba para um tratamento de saúde. Desde junho do ano passado, quando foi diagnosticado com um câncer, o coronel já foi submetido a três cirurgias em Cuba para combater a doença.

Na solicitação enviada à Assembleia Nacional no final de novembro, para que pudesse se ausentar do país, Chávez afirmou que o tratamento consolidaria “o processo de fortalecimento” de sua saúde. No entanto, as dúvidas sobre seu real estado de saúde permanecem.

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Chávez não aparece em público desde 15 de novembro e também não foram divulgadas imagens de sua chegada a Cuba como ocorreu em viagens anteriores.

Sua participação no encontro em Brasília marcaria a estreia venezuelana como membro do Mercosul. Sua ausência só aumentará os rumores sobre sua saúde.

Nelson Bocaranda, autor de boletins não autorizados sobre o estado de saúde do coronel, publicou em seu blog que os médicos recomendaram a Chávez que não viajasse. O jornalista cita que foi considerada a possibilidade de o tirano aparecer em público enfraquecido, o que seria negativo em um momento de campanha para eleições regionais na Venezuela.

Mas o jornalista faz uma ponderação: “assim como tirou forças de onde não tinha para chegar ao 7 de outubro, pois traçou esta meta, também poderia desenvolver essa motivação” para aparecer em Brasília até esta sexta.

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No dia 7 de outubro, Chávez foi reeleito para o quarto mandato consecutivo, depois de ter sua campanha comprometida pelo tratamento contra o câncer. A estratégia de campanha dar informações desencontradas sobre a doença – nem mesmo a localização exata dos tumores foi revelada.

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