Clique e assine a partir de 9,90/mês

Mercosul aprova protocolo de adesão da Bolívia como membro pleno

Agora para o país andino ser oficialmente aceito, basta os Congressos brasileiro e paraguaio aprovarem sua adesão. Dilma vai se reunir com chefes de Estado a portas fechadas

Por Da Redação - 17 jul 2015, 10h20

Os países do Mercosul assinaram nesta sexta-feira em Brasília um protocolo de adesão da Bolívia ao bloco como membro pleno. Agora, para o país andino ser efetivamente ratificado, basta os Congressos do Paraguai e o Brasil aprovarem – para um novo membro do Mercosul ser aceito, todos os países do bloco devem aprovar. Argentina, Uruguai e Venezuela, os demais membros plenos do Mercosul, já deram seu aval para a adesão plena da Bolívia.

O documento foi assinado em Brasília, antes do início da cúpula semestral do bloco, pelos chanceleres do Brasil, Mauro Vieira; Uruguai, Rodolfo Nin Novoa; Paraguai, Eladio Loizaga; Venezuela, Delcy Rodríguez; e da própria Bolívia, David Choquehuanca. Pela Argentina, o protocolo foi assinado pelo vice-chanceler, Eduardo Zuain, que representa o ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman, ausente na cúpula porque passou por uma cirurgia para retirar um tumor hepático.

Leia também

Comércio é alvo principal de visita de Dilma aos EUA

Continua após a publicidade

“Se dizer a verdade é conspirar, eu também conspiro”, diz prefeita interina de Caracas

Dilma: Mercosul entregará ofertas para acordo com UE

A cerimônia foi realizada a portas fechadas e só foi permitida a presença de jornalistas da imprensa oficial de cada um dos países-membros do Mercosul. Na mesma cerimônia, também foram assinados novos protocolos sobre a adesão da Guiana e Suriname ao Mercosul, mas em qualidade de Estados associados.

União Europeia – Além da adesão da Bolívia, outro tema que deve permear o encontro é o acordo comercial com a União Europeia (UE). Emperrado desde 1999, o pacto ganhou novo fôlego com a presidência temporária do Brasil nestes primeiros seis meses de 2015. Nesta quinta, uma comissão de ministros dos países-membros já começou a delinear as linhas do acordo e o governo brasileiro destacou que não irá fazer uma negociação paralela sozinho.

Continua após a publicidade

“Está ratificado o caminho da negociação e estamos dentro da estrutura do Mercosul. A ideia é seguir caminhando neste esquema de negociação entre o Mercosul e a UE, em uma negociação entre blocos. Não estamos pensando em velocidades diferentes”, disse o embaixador e coordenador nacional brasileiro do grupo, Antonio José Ferreira Simões.

A presidente anfitriã Dilma Rousseff vai se encontrar com os demais chefes de Estado do Mercosul nesta manhã. A reunião no Palácio do Itamaraty será privada, mas a presidente brasileira deve fazer uma declaração à imprensa depois do encontro. Por volta das 14h00, Dilma vai receber os presidentes para um almoço oficial, também no Itamaraty. E a agenda da presidente indica ainda que ela deve se encontrar com sua colega argentina Cristina Kirchner no final da tarde.

(Da redação)

Publicidade