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Merah lamentou não ter feito mais vítimas entre crianças judias

Segundo jornal francês, declaração foi feita a policiais antes de ação que matou atirador de Tolouse

Por Da Redação 25 mar 2012, 10h05

Mohamed Merah, que foi morto na quinta-feira pela polícia francesa depois de ter assassinado sete pessoas no sudoeste da França, afirmou aos policiais que lamentava não ter matado mais crianças judias. O Journal du Dimanche informa na edição deste domingo que, quando a unidade de elite policial Raid tentava convencê-lo a entregar as armas, Merah confessou “o prazer infinito” que experimentou durante os ataques.

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Ele disse que não gostaria de terminar como um “homem-bomba” para poder executar mais ataques, “ver suas vítimas, tocá-las e filmá-las”, afirmaram os investigadores. “Ele afirmou que não havia passado por campos de treinamento coletivos, mas que havia sido formado sob medida, uma espécie de aula particular”, declarou um investigador ao jornal.

“Durante a formação, o jovem afirmou que seu instrutor queria que ele cometesse atentados em Paris, mas que ele optou por começar em Toulouse”, completou a fonte. Merah estava convencido de que “matar um soldado francês na França teria a mesma repercussão que matar 10 soldados franceses no Afeganistão”.

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Entre os alvos que identificara estavam o chefe da brigada anticrimes de Toulouse e uma policial da Direção Central de Inteligência Interna que o interrogara no retorno de uma viagem ao Paquistão. Ele também se esforçou para inocentar o irmão mais velho, Abdelkader Merah, reiterando que “não tinha confiança nele”, segundo os policiais. O criminoso negou qualquer influência do irmão sobre ele e se apresentou como um “autodidata do Islã que leu o Alcorão sozinho na prisão”.

No fim de fevereiro, ele alugou dois automóveis que “estavam preparados para que pudesse continuar com seu “road-movie assassino”, afirmou um policial. Apesar das declarações de Mohamed, seu irmão mais velho, Abdelkader Merah, compareceu neste domingo a uma audiência com um juiz acusado de cumplicidade nos assassinatos e associação criminosa com fins terroristas.

“As investigações permitiram estabelecer a existência de graves indícios coincidentes, que tornam verossímil o envolvimento de Abdelkader Merah como cúmplice na preparação de crimes vinculados a atividades terroristas”, afirmou uma fonte judicial. O juiz de instrução decidirá sobre um indiciamento e eventual prisão provisória. Abdelkader Merah, 29 anos, já estava detido desde quarta-feira.

Ao ser detido, ele afirmou estar “orgulhoso” das ações do irmão, mas negou ter participado nos assassinatos cometidos por Mohamed de três crianças e um professor de religião de uma escola judaica e de três militares, entre 11 e 19 de março em Toulouse e Montauban (sudoeste). Abdelkader Merah e sua esposa foram detidos na quarta-feira, mas a companheira do irmão de Mohamed foi libertada neste domingo sem acusações.

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