Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Mentira sobre resgate de bichos no Afeganistão piora pressão sobre Johnson

Emails divulgados mostram que o premiê autorizou a retirada dos animais, mas ele negava estar envolvido no caso

Por Duda Gomes 27 jan 2022, 19h12

Os últimos meses não têm sido fáceis para o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. Depois de polêmicas envolvendo seu nome em festas durante a pandemia e casos de corrupção, Johnson tem mais um problema para a sua credibilidade. Dois emails do Ministério das Relações Exteriores foram divulgados, mostrando que o primeiro-ministro autorizou o resgate de cachorros e gatos, ao contrário do que ele disse.

O caso gerou polêmica em dezembro, pois acusaram ele de ter preferido salvar os animais, e não pessoas. Johnson negou estar envolvido com a decisão e disse que era um “total absurdo” .

Porém os emails divulgados mostram diferente. O primeiro, no dia 25 de agosto, pressiona um funcionário do Ministério para ajudar uma segunda instituição de caridade animal, porque o primeiro-ministro havia recentemente concordado com o transporte aéreo de funcionários e animais da instituição de caridade Nowzad, dirigida pelo britânico Pen Farthing.

“A caridade equivalente Nowzad recebeu muita publicidade e o primeiro-ministro acaba de autorizar a evacuação de seus funcionários e animais”, constava no email.

A segunda mensagem enviada dizia: “À luz da decisão do primeiro-ministro de evacuar os funcionários da instituição de caridade animal Nowzad, a [caridade animal – nome redigido] está pedindo um acordo para a entrada de funcionários [detalhes redigidos], todos cidadãos afegãos”.

Continua após a publicidade

Mesmo com as divulgações, Downing Street disse que sua posição não mudou e continuou negando um envolvimento do premiê no caso.

“O primeiro-ministro não teve nenhum papel na autorização de evacuações individuais do Afeganistão (…) Em nenhum momento o primeiro-ministro instruiu a equipe a tomar qualquer curso de ação específico em Nowzad”, dizia um comunicado.

A oposição está certa de que Boris está mentindo.

“Mais uma vez, o primeiro-ministro foi pego mentindo sobre o que estava fazendo e decidindo. Ele nunca deveria ter dado prioridade à retirada de animais do Afeganistão enquanto os afegãos que trabalhavam para nossas forças armadas eram deixados para trás”, disse John Healey, do Partido Trabalhista.

Desde o ano passado, o ex-diplomata Raphael Marshall está fazendo constantes acusações sobre a forma como o Reino Unido organizou a evacuação de pessoas do Afeganistão.

Segundo Marshall, até 150 mil pessoas que estavam no país tomado pelo Talibã solicitaram resgate, mas só 5% conseguiram. Ele também diz que o primeiro-ministro deu instruções diretas para a retirada dos animais.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês