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Meninos processam Malásia por perda do pai no voo MH370

Pai de garotos de 13 e 11 anos de idade era uma das 239 pessoas a bordo do avião da Malaysia Airlines, que desapareceu em março, sem deixar pistas

Por Da Redação 31 out 2014, 14h43

Duas crianças moveram uma ação judicial contra três órgãos do governo malaio e contra a companhia aérea Malaysia Airlines pelo desaparecimento do voo MH370, ocorrido em 8 de março. Jee Kinson, de 13 anos, e Jee Kinnland, de 11 anos, acusam as agências de aviação civil e de imigração da Malásia, e também o chefe da Força Aérea do país de serem os responsáveis pela tragédia. Os meninos perderam o pai, Jin Jing Hang, no desastre e, por serem menores de idade, são representados na Justiça pela mãe, Ng Pearl Ming.

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Na ação, a Malaysia Airlines é acusada de ter rompido o compromisso de garantir ao pai um voo seguro – o voo saiu de Kuala Lumpur, na Malásia, rumo a Pequim, na China, onde nunca chegou. A aviação civil da Malásia é processada por não ter realizado as ações necessárias após a perda de contato com os pilotos do avião. Segundo a acusação, o órgão foi incapaz de procurar o MH370 logo após a aeronave desaparecer dos radares.

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A agência de imigração também foi citada por ter falhado na tarefa de garantir a segurança dos passageiros, uma vez que pessoas com uma identificação falsa conseguiram embarcar no avião. Dois cidadãos iranianos que usavam passaportes italiano e austríaco estavam na aeronave. Eles tinham o objetivo de entrar ilegalmente na Alemanha. Apesar das suspeitas iniciais, as autoridades descartaram qualquer possibilidade de os iranianos terem cometido um atentado terrorista contra o MH370.

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Já o chefe da Força Aérea é visto como culpado por negligenciar a investigação de um voo não identificado, que poderia ser o MH370, depois de detectá-lo. O governo malaio foi incluído na ação por ser o empregador e coordenador dos órgãos citados. Segundo a rede CNN, o diretor da aviação civil malaia, Azharuddin Abdul Rahman, disse que ficou sabendo da ação por meio da imprensa. “Nós apenas lemos sobre isso na internet e ainda não recebemos nada oficial”.

Com o auxílio de empresas privadas, os governos da Malásia, China e Austrália ainda procuram vestígios do MH370 no Oceano Índico. Uma nova etapa dos trabalhos foi iniciada este mês no Oceano Índico.

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