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Memorial para homenagear vítimas do acidente da TAM é inaugurado em São Paulo

Por Da Redação - 17 jul 2012, 20h45

São Paulo, 17 jul (EFE).- Os cinco anos do acidente da TAM, em São Paulo, que matou 199 pessoas foram celebrados nesta terça-feira com a inauguração da Praça Memorial 17 de Julho, com a realização de um ato ecumênico que contou com a presença de familiares das vítimas.

O memorial foi construído onde se localizava a central de carga da companhia e um posto de gasolina atingidos pelo Airbus, que vinha de Porto Alegre e derrapou após aterrissar na pista do aeroporto de Congonhas.

A aeronave ultrapassou o fim da pista ao tentar pousar e bateu contra o prédio, localizado próximo à cabeceira da pista. Na hora do acidente, grande número de veículos e pessoas circulava pela região. Além dos 187 mortos no avião, mais 12 morreram no solo.

A Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ3054 (Afavitam), luta na Justiça por indenizações e pelo julgamento dos acusados de serem responsáveis pelo acidente. Foram os parentes que conseguiram que a companhia aérea cedesse os terrenos e que a Prefeitura criasse o memorial, de 8 mil metros quadrados.

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Inicialmente, a ideia do poder público era construir um centro infantil, no lugar do prédio e do posto de gasolina que explodiram, contudo o constante tráfego aéreo e a pressão das famílias das vítimas impediram que essa fosse a destinação.

‘Quatro vítimas foram totalmente incineradas nesse lugar e por isso é um local sagrado’, afirmou o presidente da Afavitam, Dario Scott.

A inauguração da praça, cujo orçamento foi de R$ 3,6 milhões, foi precedida de um ato religioso. Depois, na mesma hora que aconteceu o acidente cinco anos atrás, foi cerrada a placa na qual se homenageia cada uma das vítimas.

No centro da praça está uma amoreira que sobreviveu ao impacto do avião, e que está rodeada por escultura e um entorno artístico assinado pelo arquiteto Marcos Cantum.

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As investigações da Polícia Federal apontaram que a causa mais provável do acidente é de falha humana, já que uma das alavancas que controla as turbinas estava em posição para acelerar. A aeronave, contudo, não tinha um sistema de alarme para esta situação.

De acordo com outras análises complementares elaboradas por órgãos especializados, a pista sem ranhuras antideslizantes, e um conjunto de fatores de menor grau de implicação, contribuíram para agravar o acidente. EFE

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