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Membro do partido de Mohamed Mursi é preso no Egito

Mohammed al-Beltagi, secretário-geral da legenda política da Irmandade Muçulmana, foi acusado de incitar a violência após a deposição do presidente

Por Da Redação - 29 ago 2013, 17h11

A polícia egípcia prendeu nesta quinta-feira Mohammed al-Beltagi, o secretário-geral do Partido Liberdade e Justiça (FJP), braço político do grupo fundamentalista Irmandade Muçulmana. Segundo a imprensa estatal, al-Beltagi foi acusado de incitar a violência após a deposição do presidente Mohamed Mursi, em 3 de julho. As autoridades encontraram o político em um apartamento nas imediações do Cairo. Ele era procurado pela justiça desde o dia 10 de julho.

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Além de al-Beltagi, a polícia egípcia também prendeu o ex-ministro do Trabalho Khaled al-Azhari e outros 28 políticos islâmicos. O FJP se tornou relevante ao levantar a candidatura de Mursi à presidência do país. Apoiado pelos radicais islâmicos da Irmandade, Mursi se tornou o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito. O pleito foi organizado após os levantes populares derrubarem o ditador Hosni Mubarak em 2011.

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De acordo com a BBC, al-Beltagi aparecia com frequência nos dois acampamentos montados por apoiadores de Mursi em praças do Cairo. A imprensa local diz que ele está por trás de uma série de distúrbios protagonizados por partidários islâmicos na cidade. O político, no entanto, perdeu uma filha de 17 anos na operação militar que deixou mais de 600 mortos na capital.

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