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Médicos israelenses maltrataram presos palestinos

Por Hazem Bader - 3 Nov 2011, 19h47

Médicos do serviço de saúde de Israel foram cúmplices de maus tratos contra prisioneiros palestinos, afirmaram nesta quinta-feira dois grupos israelenses de defesa dos direitos humanos.

O Comitê Público contra a Tortura em Israel (PCATI) e o braço israelense da Médicos pelos Direitos Humanos afirmam em um relatório que médicos e outros profissionais de saúde testemunharam, participaram ou mantiveram contato com presos interrogados pelo Shin Beth, o serviço de segurança interna israelense.

O relatório, de 61 páginas, é baseado em depoimentos e expedientes de mais de 100 supostas vítimas de torturas e maus tratos obtidos pelo PCATI desde 2007.

O porta-voz do PCATI destacou que todas as vítimas eram palestinos detidos “por questões de segurança”.

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Segundo as duas ONGs, os profissionais de saúde “estiveram envolvidos com frequência, passivamente”, pelo silêncio, “ou ativamente, na tortura e nos maus tratos”.

Alguns não registraram as lesões dos prisioneiros, não informaram sobre os maus tratos e voltaram a enviar os detidos aos interrogatórios, inclusive depois de ter comprovado que estavam feridos.

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