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Médicos dos EUA listam cinco motivos para vetar cultos religiosos

Em novembro passado, organização foi contra decisão da Suprema Corte que derrubou restrições no estado de Nova York

Por Julia Braun Atualizado em 5 abr 2021, 11h02 - Publicado em 5 abr 2021, 10h46

A Associação Médica Americana (AMA), a maior associação de médicos e de estudantes de medicina dos Estados Unidos, desaconselha a abertura de templos religiosos e a realização de cultos presenciais durante a pandemia de Covid-19. A organização manifestou sua posição durante um julgamento realizado pela Suprema Corte em novembro passado.

O tribunal derrubou as restrições ao número de pessoas que podem participar de cultos religiosos no estado de Nova York. A restrição havia sido imposta pelo governador Andrew Cuomo, democrata, com o objetivo de evitar aglomerações em regiões mais afetadas pela pandemia.

Segundo a AMA, porém, a reunião de muitas pessoas em ambientes fechados representa um “grande risco de propagação da Covid-19”. “O risco de comparecer a um culto religioso é semelhante ao de participar de um evento esportivo em um local fechado, ir a um bar ou comer em um restaurante”, disse a organização.

Em Nova York, durante as fases mais restritivas do combate à pandemia, todas essas atividades estavam proibidas. Mesmo com o avanço da campanha de vacinação, bares e restaurantes ainda operam com lotação reduzida e eventos esportivos de grande porte estão proibidos.

A associação ainda elaborou uma lista com as cinco principais razões que tornam os cultos religiosos eventos perigosos durante a pandemia:

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Espaços fechados: Desde o início da crise sanitária, diversos focos de infecção foram relacionados a eventos em ambientes internos. Mesmo que uma boa ventilação possa reduzir a transmissão, não há consenso científico sobre os padrões para controlar a propagação do coronavírus em ambientes fechados.

Aglomerações: Quanto maior o grupo de pessoas que se reúne durante a pandemia, maior a probabilidade de que haja pessoas infectadas entre os presentes.

Distanciamento: As gotículas transmissoras do coronavírus podem permanecer no ar e viajar mais de 1,80 metro em ambientes fechados, segundo a AMA. A comunidade científica ainda não chegou a um consenso sobre o que é uma “distância segura” para manter de outras pessoas, mas sabe-se com certeza que quanto maior o distanciamento social maior é a segurança.

Longa exposição: A quantidade de vírus a que uma pessoa é exposta pode influenciar a chance de infecção e a gravidade da doença. Por isso, ficar no mesmo lugar por mais tempo cria um risco maior de infecção.

Falar alto e cantar: Ao falar em um tom de voz mais elevado ou cantar, o ser humano expele significativamente mais gotículas de fluido oral do que o normal. As gotículas podem permanecer no ar por 8 a 14 minutos antes de evaporar.

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