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Médico que submetia pacientes sem câncer a quimioterapia é condenado à prisão

Mais de 500 pessoas foram afetadas por tratamentos desnecessários, que o oncologista americano Farid Fata, condenado a 45 anos, recomendava em troca da comissão paga por planos de saúde

Um oncologista americano foi condenado a 45 anos de prisão nesta sexta-feira por submeter centenas de pacientes a quimioterapias desnecessárias em troca de comissão de companhias de seguro-saúde. Os tratamentos agressivos impostos pelo médico Farid Fata, que tinha sete clínicas na região de Detroit, no Estado de Michigan, afetaram seriamente a saúde de 553 vítimas.

Especialistas que avaliaram os pacientes de Fata descobriram que os tratamentos eram agressivos demais para os tumores diagnosticados e, em alguns casos, o paciente nem mesmo tinha câncer.

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“Ele cometeu uma série de atos criminosos horríveis”, disse o juiz Paul Borman, ao anunciar a sentença. Ao longo do julgamento, o juiz ouviu histórias de pessoas que tiveram sequelas como ossos frágeis e órgãos internos queimados pelo tratamento agressivo e desnecessário.

Fata, de 50 anos, implorou por misericórdia no tribunal. “Eu usei mal meus talentos, sim, e pequei por causa de poder e ganância. Minha busca por poder é autodestrutiva”. Ao todo, a fraude rendeu ao médico 17 milhões de dólares das companhias de seguro-saúde.

O oncologista foi preso em 2013 e se declarou culpado no ano passado por fraude, lavagem de dinheiro e conspiração, mas não chegou a um acordo com os promotores e foi a julgamento. A promotora Catherine Dick pediu sentença de 175 anos de prisão, enquanto os advogados de defesa pediam 25 anos.

(Da redação)