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Médico que ajudou CIA a achar Bin Laden é condenado

Homem pagará 33 anos de prisão após ser considerado culpado por 'traição'

Por Da Redação - 23 maio 2012, 09h17

Um médico paquistanês recrutado pela CIA para ajudar na busca por Osama Bin Laden, que foi executado em maio do ano passado por um comando especial americano no norte do Paquistão, foi condenado nesta quarta-feira a 33 anos de prisão por traição. O cirurgião Shakeel Afridi, que foi demitido como médico do governo há dois meses, foi considerado culpado pelo sistema de justiça tribal do distrito de Khyber, parte do cinturão tribal semiautônomo do Paquistão.

Afridi foi condenado por ter criado uma falsa campanha de vacinação em Abbottabad, a cidade onde Bin Laden estava escondido com suas mulheres e filhos, para conseguir uma amostra de DNA da família, informou a administração da região semiautônoma paquistanesa. “Ele foi condenado a 33 anos de prisão por traição e levado para a prisão central de Peshawar”, disse Mohamed Siddiq, porta-voz do governo do distrito de Khyber.

Os tribunais tribais são competentes nas zonas tribais semiautônomas do Paquistão, mas as apelações são analisadas por tribunais de direito comum. Bin Laden morreu na madrugada de 2 de maio de 2011, quando um comando especial americano Navy SEALS invadiu a casa em que ele estava escondido, em Abbottabad. A unidade de elite chegou de helicóptero, invadindo o espaço aéreo paquistanês, sem comunicar a operação às autoridades paquistanesas, que consideraram a ação uma ‘afronta à soberania do país’.

A morte de Bin Laden complicou as já tensas relações entre EUA e Paquistão, acusado de ter ajudado o terrorista a se manter escondido no território. A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, pediu a liberdade do médico, sob a justificativa de que ele teria agido a favor dos interesses tanto paquistaneses quanto americanos.

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(Com agência France-Presse)

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