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May diz que não há chance de 2º referendo para decidir Brexit

Premiê britânica cobra acordo de segurança com UE para saída do Reino Unido do bloco

Por Da redação - 17 fev 2018, 12h06

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, descartou um segundo referendo a respeito da permanência ou saída do país da União Europeia (UE), afirmando que o resultado do pleito de junho de 2016 não tem volta.

“Nós estamos deixando a União Europeia e não há possibilidade de um segundo referendo ou de voltar atrás e eu acredito que isso é importante”, disse May neste sábado durante a Conferência de Munique sobre Segurança.

“As pessoas no Reino Unido acreditam veementemente que, se tomam uma decisão, os governos não devem chegar e dizer que não, ‘vocês estão errados'”, disse ela quando perguntada se o país consideraria um segundo referendo.

Segurança pós-Brexit

May também insistiu na “urgência” de se negociar uma cooperação de segurança privilegiada entre o Reino Unido e a União Europeia após o Brexit, alertando que, sem isso, a segurança dos europeus ficará “em perigo”.

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“Esta não é uma época, na qual possamos permitir que nossa cooperação se veja inibida, que a segurança dos nossos cidadãos seja posta em perigo por uma competição entre sócios, rigidez institucional e ideologias arraigadas”, advertiu. O acordo deve estabelecer mecanismos para organizar o respeito da soberania de cada país e prever que as jurisdições europeias sejam competentes em alguns casos, e as britânicas, em outros, detalhou a premiê.

No passado, May foi criticada por parecer que queria vincular a cooperação em matéria de segurança – terreno no qual Londres tem um papel crucial na Europa – a um acordo comercial privilegiado com a UE.

As negociações entre britânicos e europeus estão em ponto morto atualmente. O Reino Unido ainda não definiu sua postura sobre as futuras relações comerciais e tampouco está de acordo sobre as modalidades do período de transição reivindicadas para depois do Brexit. No cronograma atual, a conclusão da saída está prevista para 29 de março de 2019.

(Com Reuters e AFP)

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