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Matemático diz ter desvendado mistério do desaparecimento do avião da Malaysia Airlines

O professor Goong Chen acredita que o avião pode ter despencado no Oceano Índico em um ângulo de 90 graus e, por isso, permaneceu intacto no fundo do mar

Por Da Redação - 12 jun 2015, 20h00

Goong Chen, professor de matemática da Universidade do Texas A&M, nos Estados Unidos, tem uma teoria para explicar por que nenhum vestígio do Boeing 777 da Malaysia Airlines, que desapareceu em março do ano passado, foi encontrado. Segundo Chen e sua equipe, o avião pode ter despencado para o Oceano Índico em um ângulo de 90 graus e permaneceu intacto quando chegou ao fundo do mar. A pesquisa foi publicada no jornal da Sociedade Americana de Matemática.

Chen explica que se o avião caísse no oceano em outro ângulo, teria criado um grande “momento de flexão” fazendo com que a fuselagem da aeronave se quebrasse. Nesta situação, muito provavelmente os detritos leves do avião flutuariam na superfície da água.

Segundo o professor, a queda em um ângulo de 90 graus, ou seja, uma entrada vertical na água, seria muito mais suave, com um menor “momento de flexão.” Se a aeronave realmente caiu da maneira proposta por Chen, as asas do avião podem ter se quebrado instantaneamente, mas como são pesadas, afundaram no fundo do oceano.

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De acordo com a pesquisa do professor, a fuselagem da aeronave pode ter aterrissado de barriga para cima no fundo do oceano, o que impediu que detritos leves como almofadas de assento e pertences de passageiros flutuassem à superfície do oceano.

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Ainda segundo o estudo, o mau funcionamento da aeronave e a falta de combustível podem ter causado a queda em 90 graus do Boeing. Chen e sua equipe também concluíram que uma queda livre é a explicação mais provável para o que aconteceu com o avião.

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A aeronave, que decolou em Kuala Lumpur, na Malásia, com destino a Pequim, na China, com 239 pessoas a bordo desapareceu em 8 de março de 2014 depois de, segundo especialistas, mudar de rumo em uma “ação deliberada”‘, e de alguém apagar os sistemas de comunicação. Sabe-se que o avião voou durante pelo menos seis horas até ficar sem combustível sobre o Oceano Índico.

Muitos familiares dos passageiros desconfiam da versão. O governo malaio e os responsáveis da Malaysia Airlines negam as críticas e afirmam que declararam o desaparecimento como acidente para que as famílias pudessem pedir as indenizações do seguro.

(Da redação)

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