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Massacre na Nigéria deixa mais de 50 mulheres e crianças mortas em igreja

Por Da Redação - 9 jul 2012, 09h53

Lagos, 9 jul (EFE).- Pelo menos 104 pessoas morreram em vários ataques supostamente cometidos por muçulmanos armados da etnia fulani no fim de semana no estado de Plateau, na região central da Nigéria, informa nesta segunda-feira o jornal ‘Nation’.

Segundo a publicação, o número de mortos, que em uma primeira contagem era de cerca de 30, disparou depois que foram descobertos mais de 50 corpos, em sua maioria de mulheres e crianças, na Igreja de Cristo na Nigéria (COCIN, na sigla em inglês), para onde elas haviam fugido em busca de refúgio durante o ataque.

‘Os criminosos, mais ou menos 100 homens que estavam fortemente armados com fuzis e usavam roupas camufladas e coletes à prova de balas, mataram vários moradores da região e queimaram muitas casas’, diz um comunicado das Forças Especiais de Intervenção (STF).

‘Soldados das STF foram ao local para tentar controlar a situação, mas trocaram tiros com os homens armados em uma ação que durou várias horas’, acrescenta o texto, no qual é admitido que as autoridades tinham subestimado a importância do ataque.

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‘No confronto, os criminosos mataram dois de nossos soldados, mas acabamos com 21 deles. Detivemos outro e confiscamos armas e munição’, encerra a nota.

O grupo de homens armados invadiu as cidades de Berom, Kakuruk, Kuzen, Ngyo, Kogoduk, Ruk, Dogo, Kufang, Kpapkpiduk e Kai no sábado, mas os enfrentamentos se intensificaram no domingo, com outro ataque durante o funeral das pessoas que tinham morrido no dia anterior.

Nesse último incidente, novamente muçulmanos da etnia fulani abriram fogo contra os presentes ao funeral e mataram dois legisladores nigerianos – o senador por Plateau Norte, Gyang Daylop Dantong, e um membro do parlamento estatal de Plateau, Gyang Filani.

Após os casos de violência, o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, deu ordens para que as agências de segurança se assegurem de que os assassinos de Dantong e Filani sejam capturados e levados à justiça. EFE

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