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Massacre em Papua Nova-Guiné deixa 24 mortos

Entre as vítimas estão duas mulheres grávidas e crianças; polícia suspeita de conflito entre tribos rivais

Uma onda de violência deixou 24 pessoas mortas em dois vilarejos no distrito de Tari-Pori, em Papua Nova-Guiné. Entre as vítimas estão duas mulheres grávidas e várias crianças, informou o administrador da província de Hela, William Bando, que teme o da crise. A polícia suspeita que os crimes se deveram a confrontos entre tribos rivais.

No sábado, 6, seis pessoas foram mortas ao voltarem de uma cerimonia religiosa perto do vilarejo Petta. Em retaliação, uma emboscada fora preparada próxima ao vilarejo Karida na manhã de domingo, 7. Nesse segundo ataque, dezesseis pessoas foram assassinadas.

“Esperamos informações atualizadas dos nossos responsáveis no local”, declarou Bando, que pediu um reforço de 100 policiais para apoiar os 40 agentes que atuam na região.

Bando, que classificou o ataque como “guerra de guerrilha”, convocou o conselho de segurança para decidir se a região será declarada como zona de conflito.

O primeiro-ministro James Marape, que nasceu nessa região, lamentou o ocorrido e prometeu justiça aos mortos. Em um texto publicado em uma rede social, Marape disse ser “um dos dias mais tristes” de sua vida, e completou  não ter medo de aplicar a pena de morte, recém-aprovada no Parlamento.

“A todos aqueles que tenham armas, que matam e se escondem dentro das comunidades, aprendam com o que farei com os que assassinam inocentes. Eu não tenho medo de usar as medidas mais duras contra vocês”, afirmou.

Não se sabe o motivo dos confrontos, mas geralmente são provocados por antigas rivalidades decorrentes de brigas, roubos ou fronteiras tribais.

(Com AFP)