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Marinha da Índia resgata 4 corpos de submarino acidentado

Havia 18 tripulantes na embarcação militar que pegou fogo na quarta passada

Mergulhadores da Marinha da Índia resgataram nesta sexta-feira os corpos de quatro dos 18 tripulantes do submarino militar que pegou fogo após uma explosão na quarta-feira passada. “Os cadáveres foram recuperados no começo da manhã. Mas a operação ainda continua”, afirmou o porta-voz da Força Naval. Ele acrescentou que os corpos foram transferidos ao necrotério de Mumbai, onde o submarino Sindhurakshak segue ancorado, mas evitou oferecer mais detalhes.

O acidente foi durante a madrugada, em um píer militar. A explosão, cuja causa ainda é desconhecida, ocorreu no interior da embarcação de fabricação russa. O submarino então pegou fogo e os bombeiros só conseguiram controlar as chamas horas depois. No momento do acidente havia 18 pessoas a bordo – 15 marinheiros e três oficiais. Acredita-se que todos estejam mortos e seus nomes já foram divulgados pelo governo do país asiático.

As autoridades navais indianas iniciaram uma investigação para esclarecer as causas da tragédia, embora esteja considerando o caso um acidente e não um ataque terrorista, como chegou a ser especulado – Mumbai foi alvo de ações terroristas há cinco anos.

Nesta quinta-feira, o Ministério da Defesa da Índia emitiu uma nota relatando que algumas partes do casco interno do submarino derreteram com o calor da explosão, o que acabou deformando as escotilhas e dificultando o acesso aos compartimentos da embarcação. O Sindhurakshak é um dos submarinos de que a Índia comprou de Moscou e tinha acabado de passar por uma renovação tecnológica na Rússia, há três meses, ao custo 80 milhões de dólares, segundo a imprensa indiana.

O mesmo submarino sofreu em 2010 um pequeno incêndio, que causou a morte de uma pessoa e, dois anos depois, foi enviado ao território russo para ser submetido a essa completa renovação. A explosão do Sindhurakshak é o pior acidente registrado nas últimas décadas nas Forças Armadas indianas, principal importador de armamento do mundo e que, desde o início do século, vivenciam um caro processo de modernização de seu arsenal e equipamentos.

(Com agência EFE)