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Marco Aurélio Garcia diz que não há instabilidade na Venezuela

Assessor especial da Presidência diz que adiamento da posse de Hugo Chávez não desrespeita Constituição e diferencia situação venezuelana da paraguaia

Por Da Redação 7 jan 2013, 20h35

O assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, anunciou nesta segunda-feira o alinhamento do discurso do governo brasileiro ao do chavismo na Venezuela. Segundo ele, o Planalto não vê instabilidade nem desrespeito à Constituição venezuelana nos planos do governo do país de adiar a posse de Hugo Chávez, marcada para quinta-feira, até que se confirme ou não a incapacidade permanente do presidente reeleito.

Os chavistas têm defendido o adiamento da posse, enquanto os opositores ressaltam que a Constituição prevê que o chefe da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, deve assumir interinamente a Presidência – o que abre caminho para a realização de novas eleições.

Garcia esteve entre 31 de dezembro e 1 de janeiro em Cuba, onde Chávez, de 58 anos de idade, continua internado depois de ser submetido a uma cirurgia para combater um câncer. Apesar de não ter visto o mandatário, o assessor diz ter conversado “longamente” com o vice, Nicolás Maduro, com Fidel e comO assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, anunciou nesta segunda-feira o alinhamento do discurso do governo brasileiro ao do chavismo na Venezuela. Segundo ele, o Planalto não vê instabilidade nem desrespeito à Constituição venezuelana nos planos do governo do país de adiar a posse de Hugo Chávez, marcada para quinta-feira, até que se confirme ou não a incapacidade permanente do presidente reeleito.

Os chavistas têm defendido o adiamento da posse, enquanto os opositores ressaltam que a Constituição prevê que o chefe da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, deve assumir interinamente a Presidência – o que abre caminho para a realização de novas eleições.

Garcia esteve entre 31 de dezembro e 1 de janeiro em Cuba, onde Chávez, de 58 anos de idade, continua internado depois de ser submetido a uma cirurgia para combater um câncer. Apesar de não ter visto o mandatário, o assessor diz ter conversado “longamente” com o vice, Nicolás Maduro, com Fidel e Raúl Castro.

“Não existe nenhuma instabilidade concreta na Venezuela”, afirmou Garcia a jornalistas. Ele afirmou que há um “vazio constitucional” que deve ser avaliado pela Justiça do país. “A impressão que tenho é que não interessará à oposição uma eleição imediata”, disse ele.

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Tancredo – Ao defender a possibilidade de o vice-presidente assumir até que se possa confirmar a incapacidade permanente de Chávez, Garcia chegou a comparar a situação na Venezuela com o que ocorreu no Brasil em 1985, quando o presidente eleito Tancredo Neves venceu as eleições, mas não assumiu por problemas de saúde que acabaram provocando sua morte. Na ocasião, quem assumiu foi o então vice José Sarney.

“A particularidade neste caso é que não é um novo presidente que vai assumir… Chávez sucede a si próprio”, disse Garcia. Segundo Garcia, as informações são de que o estado de saúde de Chávez é “grave” e que o presidente venezuelano está “enfraquecido, apesar de consciente”.

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Paraguai – Perguntado se via semelhanças entre o momento atual da Venezuela e o processo no Paraguai, que removeu o então presidente Fernando Lugo do poder, movimento que o Brasil classificou de “golpe”, Garcia disse não haver semelhança nenhuma. “Não existe nenhuma instabilidade concreta na Venezuela.”

(Com agência Reuters)

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