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Manifestantes são presos durante protesto em centro comercial de Hong Kong

Manifestantes entoaram frases como 'liberdade para Hong Kong, a revolução dos nossos dias' e 'dissolvam a polícia imediatamente'

Por EFE - 26 dez 2019, 08h41

Dezenas de policiais realizaram um número indeterminado de detenções durante um protesto pró-democrático nesta quinta-feira, 26, no centro comercial Mega, palco das últimas manifestações de Hong Kong durante o Natal.

De acordo com a emissora pública local “RTHK”, os manifestantes se reuniram no centro comercial e entoaram frases como “liberdade para Hong Kong, a revolução dos nossos dias” e “dissolvam a polícia imediatamente”.

Além disso, incentivaram os consumidores a aderirem à manifestação prevista para o Ano Novo, convocada pela Frente Civil pelos Direitos Humanos, a organização por trás das manifestações mais volumosas registradas nos últimos meses, embora o protesto ainda não tenha sido aprovado pelas autoridades.

A manifestação – inicialmente pacífica – não durou muito, pois um grande número de agentes policiais, inclusive da divisão especial e em trajes civis, foi rapidamente mobilizado em torno do prédio.

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Várias lojas e restaurantes fecharam as portas para evitar consequências, enquanto muitos manifestantes mascarados foram detidos no local.

A celebração do ‘Boxing Day’ (dia posterior ao de Natal, quando ocorrem várias liquidações) em Hong Kong foi o terceiro dia seguido de protestos. De acordo com o jornal “South China Morning Post”, os manifestantes se reuniram para expressar descontentamento com as empresas pró-Pequim.

Esses incidentes ocorreram apenas um dia após os confrontos entre manifestantes e o batalhão de choque em vários centros comerciais durante o Natal. Várias pessoas foram detidas ontem, após a polícia ter disparado gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra manifestantes, tanto dentro como ao redor de shoppings.

Segundo a “RTHK”, muitos cidadãos criticaram o esquema policial “desnecessário e contraproducente” em áreas como Tsim Sha Tsui, onde os agentes pararam e revistaram diversos jovens.

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A chefe do governo local, Carrie Lam, emitiu uma declaração na noite passada classificando os manifestantes como “insensatos e egoístas” por terem “arruinado” as celebrações de Natal, o que, segundo ela, causou o “esfriamento do ambiente festivo” e afetou negativamente as empresas locais.

Os protestos começaram em Hong Kong há mais de seis meses, em resposta a um projeto, agora deixado de lado, que permitiria extradições para a China continental, onde os tribunais são controlados pelo Partido Comunista.

Desde então, os protestos evoluíram para um movimento pró-democracia mais amplo. No início de dezembro, após vitória esmagadora de candidatos pró-democracia nas eleições para o conselho distrital, eles foram mais pacíficos.

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