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Manifestantes protestam contra cassação de Lugo em Brasília

Rio de Janeiro, 23 jun (EFE).- Cerca de 70 integrantes de movimentos sociais, grupos sindicalistas e partidos de esquerda do Brasil realizaram neste sábado uma manifestação em frente à embaixada do Paraguai em Brasília para protestar contra a cassação do até ontem presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

Os manifestantes protestaram contra o que chamaram de ‘golpe branco’ no Paraguai e pediram para o Brasil pressionar os ‘golpistas’ e obrigá-los a devolver o poder à Lugo.

No ato, participaram integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Partido dos Trabalhadores (PT).

‘Nosso objetivo é apoiar a população que está nas ruas do Paraguai contra o golpe. Não podemos aceitar um golpe em nenhum país da região porque tradicionalmente quem os promove está bem articulado com grupos de outros países. Defender a democracia no Paraguai é defendê-la em todo América Latina’, disse Yuri Soares, membro da Juventude do PT e um dos organizadores da manifestação.

De acordo com Soares, é necessário que organismos internacionais e o Brasil pressionem para que a população tenha direito a ir às ruas ser reprimida pela Polícia e consiga reverter a cassação. Da mesma forma, o manifestante disse que o Brasil tem que pressionar diretamente os golpistas e deixar claro que não aceitará o ‘golpe’.

O deputado federal Paulo Tadeu, dirigente do PT em Brasília, falou que se o Governo brasileiro aceitar a cassação de Lugo permitirá um grande retrocesso da democracia na América Latina.

O Governo brasileiro ainda não manifestou sua posição sobre a cassação do chefe de Estado no Paraguai, pois está consultando outros membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para adotar uma posição combinada.

Lugo foi cassado na sexta-feira de seu cargo depois que o Senado do Paraguai o declarou ‘culpado’ por mau desempenho de suas funções à frente do país.

Em seu lugar, tomou posse o vice-presidente, Federico Franco. No entanto, os Governos da Argentina, Equador, Bolívia e Venezuela anunciaram que não reconhecerão o novo titular por considerar que ele chegou à Presidência mediante um ‘golpe de Estado’. EFE