Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Mandela está em estado vegetativo irreversível

Documento apresentado à Justiça informa ainda que médicos aconselharam família a desligar os aparelhos. Decisão, contudo, ainda não foi tomada

Por Da Redação
4 jul 2013, 14h00

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, internado há quatro semanas em um hospital de Pretoria, encontra-se em “estado vegetativo irreversível”, segundo um documento judicial apresentado pela família ao tribunal de Mthatha. O documento, divulgado nesta quinta-feira, tem data de 26 de junho e informa que os médicos aconselharam os parentes de Mandela a desligar os aparelhos que o mantêm vivo. A família, contudo, ainda não se decidiu sobre esta possibilidade.

Saiba mais:

Saiba mais: Um final atribulado para Mandela

Nobel da Paz e símbolo da luta contra o apartheid, Mandela, de 94 anos, foi internado por problemas relacionados a uma infecção pulmonar. Ele respira por aparelhos e, desde o dia 23 de junho, seu estado é considerado crítico pelos médicos. Nesta quinta-feira, o governo da África do Sul anunciou que ele continua em estado “crítico, mas estável”. A informação foi dada depois de uma visita do presidente Jacob Zuma a Mandela.

Continua após a publicidade

O porta-voz da Presidência, Mac Maharaj, negou o estado vegetativo do ex-presidente e a recomendação para que os aparelhos fossem desligados. Na verdade, Maharaj fez questão de reafirmar que não poderia dizer se Mandela está respirando com a ajuda de aparelhos, citando a confidencialidade entre médico e paciente. Exatamente como havia feito no último dia 26, quando a notícia veio à tona e foi confirmada até por familiares do líder da luta contra o apartheid.

Processo – O documento com os detalhes do quadro clínico de Mandela foi entregue ao tribunal na semana passada, como parte do processo que parte da família movia contra o neto mais velho de Mandela, Mandla, de 38 anos – que acabou derrotado na Justiça.

Em 2011, Mandla transferiu os restos mortais de três filhos de Mandela (entre eles o de seu pai) de Qunu, onde o ex-presidente passou a infância, para a aldeia natal do ex-presidente e onde ele vive, Mvezo. Não houve consentimento da família, que o acusou de roubá-los para construir um memorial e lucrar com turismo. Dezessete parentes foram à Justiça para exigir a devolução dos corpos a Qunu. Nesta quarta-feira, um juiz ordenou que Mandla devolvesse os restos mortais a Qunu. Poucas horas depois, a polícia foi a sua propriedade em Mvezo para recuperá-los. Mandla acusa seus familiares de serem vingativos e de tentar controlar o legado de Mandela.

Os restos mortais em questão são de três filhos de Mandela: Thembekile, que morreu em 1969 em um acidente de carro; Makaziwe, que morreu com nove meses em 1948; e o pai de Mandla, Makgatho, morto em 2005 devido a doenças relacionadas à aids. Apesar de não ter dado instruções exatas sobre seu funeral, Mandela já expressou várias vezes seu desejo de ser enterrado em uma cerimônia simples em Qunu, junto a seus filhos.

Continua após a publicidade

Nesta quinta-feira, os restos mortais foram enterrados novamente em Qunu, após serem submetidos a uma necropsia para confirmar sua legitimidade.

Disputa – Além do enterro dos restos mortais em Qunu, outro motivo de disputa na família é o patrimônio de Mandela, avaliado em 15 milhões de dólares. Entre 2003 e 2005, ele criou fundos e empresas para administrar sua fortuna e evitar discórdias na família, o que não adiantou. Duas de suas filhas, Makaziwe Mandela e Zenani Dlamini, secretamente alteraram, com ajuda de um advogado, um documento assinado por Mandela que nomeava administradores independentes para sua herança. Isso sem contar a exploração da imagem de Mandela – seus herdeiros já lançaram vinhos, marca de roupas e até reality show explorando o sobrenome.

(Com agência France-Presse)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.