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Mancha de óleo é avistada em área de busca pelo MH370

Dois litros do material foram coletados para análises. Um robô submarino também será utilizado para buscar as caixas-pretas no fundo do oceano

Por Da Redação 14 abr 2014, 16h24

As equipes de resgate que vasculham o Oceano Índico em busca do avião acidentado da companhia Malaysia Airlines comunicaram nesta segunda-feira que uma nova mancha de óleo foi avistada na área investigada por navios e aeronaves patrulheiras. Desta vez, o combustível está concentrado próximo à região em que embarcações captaram sinais sonoros que poderiam ser dos localizadores instalados nas caixas-pretas do avião. “Uma amostra de dois litros foi coletada, mas levará dias para que a amostra chegue em terra e possa ser analisada”, disse Angus Houston, chefe das operações de busca na costa australiana, segundo a NBC News.

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Dias após o voo MH370 ter desaparecido dos radares, equipes avistaram uma grande mancha de óleo no oceano, mas análises provaram que ela não tinha relação com a aeronave da Malaysia Airlines. Houston, inclusive, reforçou que somente os testes em laboratório poderão determinar se a nova pista está ligada ao avião. “Deixo claro que a fonte do combustível ainda não foi confirmada”, destacou.

A descoberta do óleo no oceano ocorre em um momento crítico para as buscas, uma vez que as baterias dos localizadores das caixas-pretas não estão mais funcionando. Autoridades disseram que desde a última terça-feira não registram mais nenhum sinal sonoro vindo do aparelho, que tinha capacidade para funcionar durante 30 dias. Para comprovar se as caixas-pretas realmente estão na área vistoriada pelas equipes de resgate, um robô submarino será utilizado pela primeira vez para mapear a região.

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De acordo com o jornal britânico The Telegraph, o submarino levará duas horas para atingir a profundidade de 4.572 metros em que as caixas-pretas podem estar localizadas. O robô ficará dezesseis horas submerso, mas só apresentará resultados quando estiver na superfície. Acredita-se que relatórios diários sobre a região serão obtidos a partir desse momento, embora o mapeamento completo da área de busca demore de seis semanas a até dois meses.

As buscas submarinas foram a opção encontrada após embarcações registrarem quatro sinais diferentes que se assemelham aos localizadores das caixas-pretas. Com a energia das baterias esgotadas, no entanto, os investigadores ficaram novamente às cegas. “Não temos objetos visuais. A única coisa que temos são as quatro transmissões sonoras e a mancha de óleo avistada em uma região próxima. Nós investigaremos essas pistas para chegar a uma conclusão”, destacou Houston. Neste momento, onze aeronaves militares, um avião civil e quinze navios estão participando da operação de resgate em uma área de aproximadamente 46.620 metros quadrados.

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