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Malásia começa a exumar centenas de corpos encontrados na floresta

Autoridades locais acharam as covas próximas a um acampamento clandestino abandonado. Os corpos podem ser de imigrantes de Bangladesh e Mianmar

Por Da Redação 26 Maio 2015, 14h46

Autoridades da Malásia começaram a exumar as centenas de corpos enterrados em 139 valas comuns na floresta. A polícia local suspeita que os corpos encontrados nas covas, localizadas próximas a um acampamento clandestino abandonado, sejam de imigrantes de Bangladesh e Mianmar.

Uma operação policial nas florestas malaias, na fronteira com a Tailândia, descobriu uma série de acampamentos em que traficantes de pessoas mantinham imigrantes em condições degradantes. Os policiais encontraram gaiolas feitas de madeira e arame farpado que, acredita-se, eram usadas como ‘jaulas humanas’. O chefe de polícia da Malásia disse aos jornais locais, sem dar detalhes, que há sinais de que os traficantes torturavam os imigrantes. “Ficamos chocados com a crueldade”, disse.

Moradores de uma vila próxima à fronteira com a Tailândia relataram a presença de imigrantes fracos e machucados vagando pelas ruas e implorando por água e comida, segundo o jornal The Guardian. “Eles entraram na minha loja, cheios de machucados nas mãos e pés. Alguns estavam fracos demais até para falar”, disse um morador. “Um deles me perguntou ‘Malásia?’. Então ele apontou para a outra direção, disse ‘Tailândia’ e balançou a cabeça para mostrar que o país não o quer lá”.

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Com a intensificação das operações policiais malaias e tailandesas em busca de acampamentos clandestinos, as redes de traficantes trocaram as rotas terrestres por rotas marítimas. Nas últimas semanas, milhares de migrantes bengalis e birmaneses que deixaram Bangladesh e Mianmar em busca de asilo na Tailândia, Malásia e Indonésia ficaram à deriva. Eles fogem da extrema pobreza e de perseguição religiosa em seus países.

Ajuda – Malásia e Indonésia aceitaram dar abrigo temporário a imigrantes que lotam os barcos abandonados pelos traficantes. A Tailândia ofereceu uma base naval flutuante para fornecer ajuda humanitária, mas informou que apenas os imigrantes em estado grave, que necessitem de tratamento médico, serão levados para terra firme. Segundo o primeiro-ministro tailandês, Prayuth Chan-ocha, eles terão de enfrentar processos na Justiça por imigração ilegal, de acordo com a rede britânica BBC.

(Da redação)

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