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Malásia: coalizão governante vence eleições legislativas

Frente Nacional, que ocupa o poder há 56 anos, venceu com maioria simples

Por Da Redação - 5 May 2013, 18h43

A Frente Nacional, coalizão de partidos que ocupa o poder na Malásia há 56 anos, venceu com maioria simples as eleições legislativas realizadas neste domingo e governará pelos próximos cinco anos. A oposição, no entanto, anunciou que vai recorrer do resultado, devido a “irregularidades” antes e durante a votação. Segundo a Comissão Eleitoral, cerca de 80% dos aptos a votar foram às urnas.

A coalizão do primeiro-ministro Najib Razak obteve 133 dos 222 cadeiras do Parlamento nacional e ficou a 15 deputados da maioria absoluta. No pleito, os eleitores escolheram entre manter a coalizão governista no poder ou escolher candidatos da Aliança Popular, formada por três partidos. A plataforma opositora somou 86 parlamentares – antes do encerramento da apuração.

Depois que os resultados foram confirmados, Najib pediu à população que aceite a vitória de sua coalizão. “Os resultados mostram uma tendência de polarização que preocupa o governo. Se não forem acatados, isso pode criar tensão ou divisão no país”, argumentou. “Temos que mostrar ao mundo que somos uma democracia madura”.

A maioria absoluta foi perdida pela coalizão governista nas eleições de 2008, quando a Frente Nacional conseguiu 140 cadeiras e a Aliança Popular ficou com 82.

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A coalizão governista é creditada por proporcionar desenvolvimento econômico ao país, mas também é alvo de denúncias de corrupção, informou a rede britânica BBC.

Fraude – A oposição acusou o governo de pagar voos para aliados nos estados mais importantes – o que o governo nega. Também houve relatos de estrangeiros que teriam recebido documentos para votar. Alguns eleitores que votaram antecipadamente disseram que a tinta em suas mãos – que deveria durar vários dias, indicando que eles já tinham votado – saiu facilmente quando lavada.

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A organização internacional Human Rights Watch disse ainda que houve ataques à imprensa independente, minoria no país. A internet foi o canal mais usado pelos opositores para divulgar sua mensagem.

(Com agência EFE)

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