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Malala diz estar ‘de coração partido’ com ataque a escola no Paquistão

Prêmio Nobel da Paz deste ano, a paquistanesa de 17 anos, é também uma vítima do terrorismo dos extremistas islâmicos do grupo Talibã

A adolescente paquistanesa Malala Yousafzai, ganhadora do prêmio Nobel da Paz deste ano por sua campanha pela educação, disse que ficou com o coração partido pela notícia de que ao menos 126 pessoas, a maioria crianças, morreram em um ataque do Talibã em uma escola no noroeste do Paquistão nesta terça-feira. Malala, de 17 anos, foi baleada na cabeça em um ônibus escolar por militantes do Talibã em 2012, e ganhou aclamação mundial por sua defesa apaixonada pelo direito das mulheres à educação.

“Estou de coração partido por este ato sem sentido e a sangue-frio de terror em Peshawar que está se desenrolando diante de nós”, disse Malala, que agora vive na região central da Inglaterra, em um comunicado. “Crianças inocentes em sua escola não têm espaço num horror como este. Eu condeno estes atos atrozes e covardes, e permaneço unida com as forças governamentais e armadas do Paquistão, cujos esforços até agora para resolver este acontecimento horrível são louváveis”.

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ONU – O coordenador da Organização das Nações Unidas (ONU) no Paquistão, Timo Pakkala, qualificou de “bárbaro” e definiu como “ato de crueldade” o ataque do grupo Talibã contra a escola paquistanesa. “Estamos em estado de choque por este ato de crueldade e brutalidade e expressamos nossa mais profunda tristeza para as famílias dos mortos e feridos”, disse o coordenador em um comunicado. Pakkala afirmou que “é um momento muito triste para os paquistaneses”.

O Talibã paquistanês, que luta para derrubar o governo e estabelecer um rígido regime radical islâmico, tem prometido intensificar os ataques em resposta a grandes operações conduzidas pelo Exército contra insurgentes em áreas tribais. Os insurgentes têm atacado forças de segurança, postos de controle, bases militares e aeroportos, mas atentados contra alvos civis sem qualquer importância logística são relativamente raros. Em setembro de 2013, dezenas de pessoas, incluindo muitas crianças, foram mortas em um ataque contra uma igreja, também em Peshawar, cidade extensa e violenta perto da fronteira com o Afeganistão.

(Com agência Reuters)