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Mais um preso político é libertado na Venezuela em regime condicional

Deivis Oliveros, acusado de instigação pública e formação de quadrilha, ficou preso por quase um ano

O venezuelano Deivis Oliveros, acusado de instigação pública e formação de quadrilha, considerado pela oposição como um “preso político”, foi solto nesta quinta-feira em regime de liberdade condicional, após passar quase um ano preso, informou sua defesa.

José Vicente Haro, advogado de Oliveros, disse à agência de notícias EFE que esta medida se deveu “ao atraso processual imputável aos tribunais anteriores que analisavam seu caso”. Oliveros, que estava preso desde setembro de 2014, foi solto na madrugada desta quinta-feira. O advogado ainda não sabe a periodicidade da apresentação, mas disse que “seguramente será a cada 15 dias”, e inclui a proibição de deixar o país.

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Deivis Olivares foi detido em setembro do ano passado acusado de ter ligação, segundo seu advogado, com os protestos antigovernamentais do primeiro semestre de 2014 na Venezuela. Estas manifestações deixaram um saldo oficial de 43 mortos e centenas de feridos e detidos.

Olivares, considerado pela aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) como um “preso político” do governo do presidente Nicolás Maduro, foi também um dos presos que aderiu à greve de fome promovida por Leopoldo López, líder do Vontade Popular (VP) atualmente preso e integrante desta coalizão.

Segundo a ONG Fórum Penal Venezuelano, há no país mais de 70 destes “presos políticos”.

Nesta terça-feira, a Justiça concedeu a Daniel Ceballos, ex-prefeito de San Cristóbal e também membro do VP, o regime de prisão domiciliar por motivos de saúde, após passar cerca de um ano e meio atrás das grades, acusado igualmente por atos durante aqueles protestos.

O ex-ministro de Defesa, Raúl Isais Baduel, que foi aliado do falecido presidente Hugo Chávez e depois seu crítico, conseguiu ontem liberdade condicional após seis anos preso, condenado por corrupção.

(Com EFE)