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Mais de 90 chefes de Estado devem comparecer ao funeral de Mandela

Polícia sul-africana prepara esquema especial de segurança para evitar tumultos no entorno do estádio onde o corpo ficará exposto

Por Da Redação 9 dez 2013, 09h19

Mais de noventa chefes de Estado – e dez ex-chefes – irão à África do Sul para participar do funeral de Nelson Mandela, informa a rede CNN nesta segunda-feira. Símbolo da luta contra o apartheid e ex-presidente da África do Sul, Mandela morreu na última quinta feira aos 95 anos e será enterrado no próximo dia 15. É maior reunião de líderes mundiais desde as homenagens ao papa João Paulo II, que em 2005 reuniu cinco reis, seis rainhas, setenta presidentes e primeiros-ministros.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, segue para Johannesburgo nesta segunda-feira para participar do funeral, que tem início amanhã no estádio FNB (antigo estádio Soccer City). Além de Obama, os ex-presidentes Jimmy Carter, George W. Bush e Bill Clinton e mais de duas dezenas de parlamentares americanos também estarão na comitiva dos EUA. Dentre outros que já confirmaram presença estão o príncipe Charles, o primeiro-ministro britânico David Cameron, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e celebridades como Bono Vox, Oprah Winfrey e Naomi Campbell.

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Os 90 000 lugares do estádio que abrigou a Copa do Mundo de 2010 provavelmente não serão suficientes para acomodar todos os africanos que querem prestar as últimas homenagens a Mandela. A polícia e o governo sul-africano já trabalham numa operação para conter tumultos no entorno do estádio, que terá acesso controlado. No dia 10 de dezembro, terça-feira, o presidente Jacob Zuma fará um discurso no estádio e receberá os líderes mundiais e celebridades. Entre os dias 11 e 13 de dezembro, o público será capaz de ver o corpo na quarta-feira das 12:00 às 17:30 e quinta-feira e sexta-feira, das 8:00 às 17:30 . O corpo de Mandela será transportado no sábado, 14 de dezembro, para a Base Aérea de Waterkloof, em Pretória, e depois irá para o aeroporto de Mthatha, na província do Cabo Oriental. De lá, partirá em procissão para Qunu, aldeia onde Mandela nasceu e será sepultado. No dia 16 de dezembro, uma estátua de Mandela será inaugurada no centro de Pretória.

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Zelda la Grange, assistente pessoal de Mandela, disse à imprensa que amigos não param de chegar à sua casa para prestar condolências à família do ex-presidente. “Obviamente há tristeza na casa”, ela disse, mas “as pessoas estão celebrando a vida de Madiba [apelido de Nelson Mandela]”. O presidente sul-africano Jacob Zuma, que anunciou a morte de Mandela na quinta-feira, pediu a população de seu país que se lembre dos valores defendidos pelo símbolo de combate ao racismo. “Quando eu digo nós oramos, é que devemos orar por nós para não nos esquecermos de alguns dos valores que Madiba representava”, disse ele. “Ele se levantou pela liberdade. Ele lutou contra aqueles que oprimiam. Ele queria que todos fossem livres”, completou Zuma.

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Homenagem no Parlamento – O Parlamento da África do Sul irá se reunir nesta segunda-feira para prestar homenagem a Nelson Mandela. A sessão solene especial deve ter a presença dos congressistas atuais e de ex-deputados. Frederik Willem de Klerk, último presidente branco sul-africano, que saiu em 1994 para passar a cadeira presidencial para Mandela, é um dos convidados do Parlamento.

A ex-mulher de Nelson Mandela, Winnie Madikizela Mandela, e o neto, Mandla Mandela, são deputados do Congresso Nacional Africano, porém não se sabe se eles vão comparecer à homenagem. No domingo, milhões de pessoas participaram de orações em todo o país para lembrar o primeiro presidente negro da África do Sul.

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