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Mais de 50 mortos em Homs em novo dia de bombardeios

Por Da Redação 8 fev 2012, 13h25

Cairo, 8 fev (EFE).- Ao menos 50 pessoas morreram nesta quarta-feira em Homs, conforme os opositores, pelos bombardeios lançados pelas tropas leais ao regime sírio, que acusou ‘grupos terroristas’ de explodir um carro-bomba e lançar mísseis contra a cidade.

O grupo opositor Comissão Geral da Revolução síria informou em comunicado sobre a morte de 50 pessoas, entre elas 21 menores de idade e cinco mulheres, em um novo dia de ofensiva contra Homs, que sofre bombardeios contínuos desde sexta-feira.

Entre os menores há pelo menos 18 bebês, que segundo os Comitês de Coordenação Local (CCL), morreram quando suas incubadoras pararam de funcionar devido ao corte da provisão elétrica.

O ativista dos CCL e membro do Conselho Nacional Sírio (CNS), Hozam Ibrahim, detalhou à Agência Efe que as forças do regime de Bashar al Assad bombardeiam a cidade com mísseis Hawk, especialmente os bairros de Baba Amro e Al Jalidiya.

Por outro lado, o Ministério da Saúde sírio negou as informações sobre os recém-nascidos e assegurou que os hospitais de Homs funcionam normalmente e não há escassez de material sanitário, segundo a agência oficial de notícias ‘Sana’.

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Além disso, a agência e a televisão estatal assinalaram que a cidade sofre o ataque de ‘grupos terroristas’, que causaram em diversas ações um número indeterminado de mortos e feridos, tanto civis como soldados.

Entre estes atos, estariam a explosão de um carro-bomba no bairro de Al Bayada e o lançamento de mísseis contra a refinaria de Masfa, o que provocou o incêndio dos armazéns.

Os supostos ‘grupos terroristas’ também atacaram com projéteis um prédio da Universidade de Homs e detonaram explosivos em Baba Amro.

Estas informações não puderam ser verificadas de forma independente devido às restrições impostas pelo regime de Damasco aos jornalistas.

Na noite da sexta-feira passada, Homs foi palco de um massacre perpetrado pelas forças leais ao presidente Bashar al Assad, que deixou entre 147 e 260 vítimas mortais, segundo distintas fontes opositoras, o mais sangrento desde o início da revolta. EFE

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